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Reagrupamento familiar explica aumento de ucranianos em Portugal, esclarece associação

Lisboa, 16 Jul (Lusa) - O reagrupamento familiar e não a crise económica na Ucrânia explicam a subida dos ucranianos para segunda maior comunidade estrangeira em Portugal, esclareceu hoje à agência Lusa o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal. De acordo com Pavlo Sadokha, a comunidade ucraniana em Portugal cresceu até 2004, "ano em que acabaram as grandes obras públicas em Portugal", a que se seguiu uma crescente diminuição até 2007, com a saída de muitos trabalhadores para outros países, como Espanha e França. A Revolução Laranja na Ucrânia, no final de 2004, e os anos de desenvolvimento económico que se seguiram levaram também ao regresso de muitos ucranianos ao seu país, explicou. "A crise em Espanha, sobretudo na área da construção civil, e noutros países, fez com que muitos deles regressassem a Portugal", acrescentou, referindo que a crise internacional, com a consequente falta de trabalho, faz também com que os ucranianos não emigrem. Pavlo Sadokha esclarece assim o sentido de afirmações anteriores, em que a crise economica que se também faz sentir na Ucrânia era apontada como uma das razões para o aumento da comunidade em Portugal. A principal razão, sublinhou, está no reagrupamento familiar, que a nova legislação portuguesa tornou mais fácil. Os ucranianos passaram de 39.480 indivíduos em 2007 para 52.494 em 2008, tornando-se na segunda maior comunidade estrangeira em Portugal, depois dos brasileiros e ultrapassando os cabo-verdianos. Um relatório sobre Imigração, Fronteiras e Asilo, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), indica que em 2008 residiam legalmente em Portugal 440.277 estrangeiros, um aumento de um por cento face a 2007. FC/JPA Lusa/Fim

Publicado: Quinta, 16 Julho, 2009

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