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Açores na literatura angolana

Tendo os Açores como parte de um percurso que vai da Alemanha hitleriana a Angola, “A Filha do Alemão” é uma história contada ao longo de mais de meio século “com uma grande carga emocional e de intensidade dramática”. Quem o diz é António Fonseca, que há 29 anos apresenta, na Rádio Nacional de Angola, o programa “Antologia”, sobre a tradição da literatura oral angolana. Tal referência ao arquipélago surgiu a propósito do lançamento da nova obra da escritora angolana, Chó do Guri, (que significa “negação da criança”) pseudónimo literário de Maria de Fátima, baptizada sem apelido por ser filha de um branco, e que teve lugar na passada quinta-feira em Luanda. Quando começou a escrever, o livro agora lançado em formato de autobiografia ficcionada, Chó do Guri pensou intitulá-lo “A Filha do Pecado”, mas quase duas décadas depois de ter sido iniciado, o livro, que era para ser apenas uma autobiografia, foi lançado com o título de “A Filha do Alemão” e já transformado numa ficção de inspiração pessoal, onde a experiência da autora, disse a própria à Agência Lusa, é apenas “uns 30 por cento” do total da obra. Segundo a crítica, a obra constitui “um grande subsídio para o estudo da história recente de Angola”. Chó do Guri nasceu em 1959 e é um dos mais importantes nomes da literatura angolana contemporânea. ||

Publicado: Segunda, 12 Fevereiro, 2007

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