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Deep, é natural da Índia e a sua paixão é o cinema. Vive na Região há 7 anos e é um dos muitos novos açorianos. Quer contribuir para o desenvolvimento do cinema no arquipélago.

Deep, é natural da Índia e a sua paixão é o cinema. Vive na Região há 7 anos e é um dos muitos novos açorianos. Quer contribuir para o desenvolvimento do cinema no arquipélago.

Porque emigrou para os Açores?

Eu não escolhi os Açores, os Açores escolheram-me a mim. A sua mulher é açoriana? Sim. Conhecia-a em Braga onde fui dar um workshop e mostrar o meu filme premiado internacionalmente, na Universidade do Minho.

Em casa é uma mistura de línguas?

Falamos português, inglês e bengali (a minha língua materna que representa um dos maiores grupos de línguas mais faladas em todo o mundo).

Actualmente, e no campo profissional, o que é que faz?

Em Calcutá, na Índia, fiz uma Licenciatura em Economia, uma Pós-Graduação em Contabilidade, depois estudei na Escola Nacional de Cinema da Índia e trabalhei como Finance Manager em empresas de renome. Aqui, em São Miguel, comecei a trabalhar na área de restauração onde há cerca de cinco anos faço contabilidade e desempenho o papel de Finance Manager num famoso e reputado Restaurante Internacional e Clube de Jazz, em Ponta Delgada, o ponto de encontro no meio do Atlântico de músicos famosos de todo o mundo. Na esfera do cinema, tenho vindo a deslocar-me a Paris e a Berlim, para editar trabalhos cinematográficos. Em Ponta Delgada, realizei, um workshop sobre Edição Cinematográfica, e terei todo o prazer em ajudar jovens na aprendizagem e compreensão da estética da arte de fazer filmes.

Pensa fazer algum projecto nesta área aqui nos Açores?

Desde o primeiro dia que cheguei a Ponta Delgada que tenho ideias para fazer vários filmes. Tenho uma certa cautela e mantenho a minha humildade ao lidar com a tradição, cultura e língua portuguesa, neste caso, com as particularidades da açorianidade. Neste momento, estou na recta final de um guião de uma curta-metragem que, dependendo da disponibilidade de recursos, desejo levar a cabo este ano.

Como é que vê os Açores?

Embora eu tenha vindo de uma antiga civilização, eu vivo num mundo moderno e, como artista, considero-me um cidadão do mundo. Os Açores despertaram-me a curiosidade de perceber a sensação que sentiu o Antero de Quental que numa sociedade contemporânea e, em seguida, a terrível sensação de isolamento e crise espiritual. A meu ver, os Açores estão a tornar-se uma parte do mundo globalizado e os artistas açorianos devem reflectir o equilíbrio entre a modernidade e a tradição. Na minha visita ao Festival de Cinema de Berlim, no próximo mês de Fevereiro, em representação dos Açores, quero iniciar uma ligação entre os Açores com a comunidade internacional do cinema.

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