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Açores são um lugar com “identidade única e beleza incomparável”

Açores são um lugar com “identidade única e beleza incomparável”

Legenda: Deseja que com a chegada das low-cost se continue a conservar a essência das ilhas

Ariadna Bach Sala tem 28 anos e é natural de Catalunha, Espanha. É licenciada em Administração de Empresa, pós-graduada em Turismo e foi através do programa Eurodisseia que veio para os Açores em 2011. Depois de 4 anos a residir na ilha de São Miguel, regressa à sua terra natal mas fica a promessa de um dia voltar.

A experiência de viver no arquipélago define-a como “gratificante e positiva”. Fez o programa Eurodisseia num hotel em Ponta Delgada, realizou o Estagiar L em Turismo Rural e, nos últimos dois anos, trabalhou numa empresa de Observação de Cetáceos em Vila Franca do Campo.

O famoso anticiclone dos Açores e a “reunião dos antigos presidentes Bush, Blair e Aznar em 2003 na Região” eram as únicas informações que tinha do arquipélago.

A adaptação à ilha diz que foi “tranquila”. “As pessoas podem ter certo receio em falar com estrangeiros, mas ao mesmo tempo sentem curiosidade em saber de onde provimos e por que motivo chegámos”, acrescenta.

Proveniente de uma cidade agitada, Ariadna conta que “chegar aos Açores foi uma mudança agradável”. “Imagino que se tivesse sido a situação oposta, seria mais difícil”, refere.

Desafiámos esta espanhola e quisemos saber que pontos positivos e negativos leva dos Açores. “A qualidade de vida, a proximidade de tudo: a montanha e o mar, as majestosas lagoas, o pôr-do-sol, diferente todos os dias, o sossego, os bifes e os queijos, a generosidade e alegria das pessoas” são, sem dúvida, os pontos positivos. Por negativo refere a dificuldade que se tinha de se estar em contacto com o continente e o resto da Europa, “isto antes da recente chegada das low-cost”. “Mas é por esta mesma razão que os Açores se têm mantido tão puros e únicos”, acrescenta.

Ariadna Sala só consegue conservar pensamentos positivos da sua experiência no arquipélago. “Foram 4 anos cheios de momentos bonitos em um lugar de beleza única. Aprendi novas formas de ver a vida, ganhei experiência profissional e fiz amizades”, conta.

Agora de regresso à sua cidade natal, à procura de novos desafios profissionais e de mais proximidade familiar, Ariadna partilha a sua experiência nos Açores. “Animo as pessoas a irem visitar esse tesouro do Atlântico. Não são poucos os amigos que têm decidido ir de férias ao arquipélago”, termina.

Rumos Cruzados, 16 de abril de 2015 

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