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A emigração torna-nos mais fortes

A emigração torna-nos mais fortes

Olga Taranu tem 37 anos, é psicóloga, natural da Moldávia e reside em Angra do Heroísmo desde 2012, com o marido e as duas filhas.

À semelhança de muitos outros imigrantes, Olga e a família emigraram em busca de melhores condições de vida: “quando decidimos emigrar tanto eu como o meu marido estávamos a trabalhar. Eu era psicóloga e ele médico. No entanto, recebíamos muito pouco, para o custo de vida lá. Por exemplo, naquela altura, trabalhando na área da psicologia o meu vencimento era de 200 euros, pelo que os nossos ordenados quase não davam para as despesas de alimentação e habitação.”

Emigrar foi “um projeto de vida familiar. O meu marido teve conhecimento que havia um projeto de integração de médicos em Portugal, tendo vindo em janeiro de 2007 e 6 meses mais tarde juntei-me a ele, com as nossas filhas.”

Com uma vaga no Hospital de Santo Espírito na Terceira, em 2010, o marido de Olga vem trabalhar para os Açores. Olga e as filhas juntaram-se a ele em 2012, após terminar o Mestrado em Psicologia Clínica, que havia iniciado na Universidade de Lisboa.

Para Olga, o maior obstáculo à sua integração foi a língua. No entanto, sente que, com muito esforço, esta barreira está a ser ultrapassada e sente-se hoje bem integrada no contexto social e cultural.

As saudades da família nem sempre são fáceis de gerir. Tentam ultrapassá-las, contactando os familiares na Moldávia, semanalmente, pelo telefone e pelo Skype e tentando visitar o país de 3 em 3 anos.

Quando questionada sobre o que mais gosta nos Açores, responde prontamente “do clima, das paisagens, do mar e da simpatia e abertura das pessoas”. O que menos gosta é da distância do seu país de origem e dos preços das viagens, que diz “são muito caras”.

Para Olga, ter emigrado foi a decisão mais acertada. “Mudamos muito, ficamos mais fortes, mais felizes, mais ricos. Acho que cá podemos dar uma boa escolaridade às nossas filhas e no âmbito profissional também temos muitos ganhos”.

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