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Um bielorrusso em Angra do Heroísmo

Um bielorrusso em Angra do Heroísmo

Nome: Viktor Kravtsov

Idade: 58 anos

Nacionalidade: Ucraniana

 

Viktor Kravtsov, tem 58 anos, nasceu na Bielorrússia e reside em Angra do Heroísmo, desde 2003, depois de ter vivido em Lisboa e no Algarve, três anos.

Depois de cumprir o seu período de tropa na Bielorrúsia, Viktor emigrou para a cidade de Kiev, na Ucrânia, para estudar na escola especial da Polícia. Neste país conheceu a sua esposa, com quem tem dois filhos.

Em busca de melhores condições de vida, tentaram, por duas vezes, construir a sua vida na Sibéria, uma vasta região da Rússia, acabando por regressar à Ucrânia por não se adaptarem ao clima muito frio e por Viktor ter ficado desempregado.

Na Ucrânia, surgiu a oportunidade de vir trabalhar para Portugal e, no ano de 2000, Viktor decidiu embarcar nesta aventura, deixando para trás a família e amigos.

A maior dificuldade que sentiu, desde que chegou a Portugal, foi com a língua portuguesa. Não sabia uma única palavra e as primeiras que lhe foram ensinadas foram “não sei”, para que pudesse responder sempre que falassem com ele, conta-nos sorrindo enquanto recorda estes tempos. Aprendeu o português ouvindo os colegas de trabalho e tentando, pouco a pouco, construir algumas frases.

Em 2003 chega à Ilha Terceira e, conta-nos que, ficou impressionado com o verde da ilha. Gosta, também, muito “da calma das pessoas, do facto dos cuidados de saúde serem tendencialmente gratuitos e das festas de cá, principalmente das Sanjoaninas”.

Nos Açores, Viktor sente-se em casa e o seu maior sonho era conseguir, um dia, trazer a família para viver cá.

Visita a família, na Ucrânia, de dois em dois anos, mas mantém contacto com eles todas as semanas, por telefone, rigorosamente todos os domingos, às 19h.

Cá, mantém hábitos culturais do seu país de origem, principalmente no que respeita à gastronomia. Não dispensa, na sua alimentação, o peixe seco e a sardinha ou salmão cru, que acompanha com cerveja.

 

Nos seus tempos livres, diz-nos: “o que gosto mesmo mais de fazer, para além de ler, é pescar. Vou para o Porto Pipas, praticamente todos os dias, já lá fiz muitos amigos e, sempre que a pesca corre bem, ofereço peixe aos meus vizinhos”.

 

Rumos Cruzados, de 14 de novembro de 2013

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