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“Vejo o meu futuro aqui”

“Vejo o meu futuro aqui”

Christoph Kneppeck tem 41 anos, nasceu em Oldenburg, na Alemanha e reside nos Açores desde 2005. 

Veio viver para a Ilha Terceira por razões “de coração”. Conheceu a sua mulher, terceirense, na universidade de Göttingen, onde se licenciou em Gestão de Empresas. Depois de um período de trabalho na Alemanha decidiram mudar-se para os Açores. “Rescindimos os nossos contratos de trabalho e arriscamos a mudança”, disse.  

Antes de vir, já conhecia bem o arquipélago e, por isso, conta que a adaptação não foi difícil.

Em relação à língua portuguesa, já tinha alguns conhecimentos básicos, adquiridos em Lisboa durante um estágio profissional e também pelo contacto com outras línguas romanas, em vários intercâmbios de Erasmus. “Consegui aperfeiçoar a língua no dia-a-dia com a família, os amigos e o trabalho”.  

Ainda se recorda da primeira visita à ilha Terceira em 1998. “Fiquei impressionado com a hospitalidade das pessoas, o ambiente das festas e com a natureza. Adorei os passeios no interior da ilha e os mergulhos ao mar aberto”, conta.  

Apesar de se sentir perfeitamente integrado, Christoph responde que é preciso ‘trabalhar’ para se alcançar a adaptação perfeita. “É fundamental conhecer bem a língua e integra-se na sociedade”. Mas, acrescenta que as associações e os grupos desportivos açorianos são uma forma de integração e de aproximação aos açorianos.   

Embora Portugal esteja em crise económica, não planeia regressar à Alemanha. “Vejo o meu futuro aqui. Tenho um filho e acho que os Açores são um bom meio para ele crescer”, acrescentou. 

Questionado sobre a sua visão dos Açores, comenta que vê o arquipélago numa fase de transição “de uma economia tradicional para uma economia moderna”. O turismo, o mar e a cultura são para este alemão algumas áreas potenciais da Região. Para além disso, acrescenta que os produtos regionais, sempre apoiados pela marca ‘Açores’, poderiam ser levados “a um patamar mais elevado”.  

Porém, segundo Christoph, para que isso aconteça será fundamental melhorar as ligações aéreas e marítimas da Região. “Assim, creio que os Açores vão encontrar o seu lugar no mapa económico da Europa”. 

 

 

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