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Maninho, o rosto do “Mundo Aqui”

Maninho, o rosto do “Mundo Aqui”

B.I.

 Idade: 42

Um autor: João Cabral de Melo Neto.

Lema da vida: Devagar que eu tenho pressa.

No prato: Cheio.

Cidade: Recife/Ponta Delgada.

Fala-nos um pouco sobre a tua infância. A minha infância no Brasil, em Goiana-PE, foi feliz, estudava, brincava e aos 8 anos comecei a estudar guitarra clássica. Encontraste a música no seio familiar? Posso considerar que a música encontrou-me e claro que me encontrou no seio familiar. A minha mãe ofereceu-me uma guitarra e tudo começou. Mais alguém da tua família está ligado à música? Sim, tenho um irmão que também toca, porém, antes de mim e do meu irmão não há registo de músicos na família. Os Açores como é que apareceram na tua vida? Em 96, eu estive aqui nos Açores para tocar no Xantariz. Antes de voltar para Lisboa, fui convidado pela proprietária de uma casa nocturna (uma imigrante alemã) para começar a actuar. Então fixei residência em Ponta Delgada e durante muito tempo o Scala foi o meu palco. Face à tua experiência como é que vês a forma como a sociedade açoriana recebe o outro? Como costumo dizer, os açorianos conhecem a realidade da emigração, logo sabem receber a todos. No meu caso, fui e sou bem recebido em todos os meios açorianos. Tens sido a face visível do programa O Mundo Aqui. Qual é o balanço que fazes? O OMA é um projecto já solidificado, reconhecido e respeitado. Por isso, o balanço que faço, mesmo sendo suspeito, é positivo. Seis anos de programa comprovem a solidez e o serviço público que o programa desempenha. Qual é o teu olhar sobre o actual panorama musical açoriano e a possível influência que os artistas estrangeiros têm tido? A música açoriana a meu ver está de boa saúde. As filarmónicas continuam desenvolvendo um papel decisivo na educação musical dos jovens e os artistas açorianos estão sempre produzindo algo de novo. Com toda esta tecnologia que temos à disposição, as influências vão-se misturando, deste modo já não sei quem influencia quem. Sentes-te mais açoriano ou mais brasileiro? Sinto-me lusófono. O que pensas fazer para o futuro? Para o futuro pretendo continuar a trabalhar na área da música e da comunicação. Tenho convites para trabalhar, em 2011,em produções musicais e também, ao que tudo indica, vou apresentar um programa televisivo produzido aqui nos Açores. Vou ter de me ausentar, por motivo de força maior, durante alguns meses da apresentação do programa O Mundo Aqui, no entanto, espero retomaras actividades no programa ainda no primeiro semestre de 2011.

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