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Prémio de Jornalismo

O Prémio D. Djuta Ben David “ Jornalismo pela Integração dos Imigrantes”, constitui, hoje, uma iniciativa de referência na região em torno do fenómeno migratório e do diálogo entre povos e culturas. As três edições realizadas, de forma ininterrupta desde 2005, confirmam a necessidade de se reforçar e estimular os profissionais de comunicação social na região a trabalharem sobre o tema das migrações e interculturalidade, enquanto instrumento importante na integração das comunidades de migrantes na sociedade açoriana.
O prémio “D. Djuta Ben-David – Jornalismo pela Integração dos Imigrantes” é uma iniciativa da Associação dos Imigrantes nos Açores e visa premiar anualmente a melhor reportagem sobre as questões da imigração e relações interculturais no arquipélago, tendo em vista a promoção da integração das comunidades imigrantes na sociedade açoriana, bem como favorecer a sã convivência entre povos e culturas, fechando caminhos à emergência de sentimentos e comportamentos racistas e xenófobos.

Quem é D. Djuta Ben David
Justina Silva (aliás, Djuta em nome-de-casa) nasceu no Mindelo, Ilha de S. Vicente, Cabo Verde, numa família em que a música era tão natural como a respiração: pai e irmãos mais velhos tocavam e construíam os seus próprios instrumentos. Aos 10 anos ela própria começa a tocar e a cantar, e aos 20 anos o irmão Adolfo chama-a para Lisboa, onde se torna cantora profissional. Ela e Adolfo formam o duo “Irmãos Silva”, que actua em Portugal durante seis anos, cantando a música cabo-verdiana, ainda pouco conhecida e apreciada na época, e também música brasileira.
Casa depois com o jogador de futebol Henrique Ben-David, também de S. Vicente, e, quando ele se retira da actividade em virtude de uma lesão grave, os dois vêm viver para S. Miguel por meados da década de cinquenta do século passado, onde, entretanto, o marido viera treinar o Clube Santa Clara.

Sendo dos primeiros (talvez os primeiros) cabo-verdianos a chegar aos Açores, Djuta Ben-David não esconde as dificuldades que sentiram em adaptar-se à nova realidade de S. Miguel, com hábitos e costumes diferentes dos seus, uma sociedade mais fechada e menos alegre até do que a sociedade do seu Mindelo de origem. Mas Djuta Ben-David gosta também de referir o modo como acabou por se integrar neste novo espaço insular, de que fez a sua segunda ilha e a ilha da sua família. Por ser um símbolo das comunidades migrantes no arquipélago, não só como se integrou na sociedade açoriana, mas também pelo respeito e carinho que merece de todos nós, a Associação dos Imigrantes nos Açores decidiu instituir o prémio D. Djuta Ben David, tudo na convicção de que estaremos a construir uma sociedade mais harmoniosa, onde as diferenças não sejam motivo de discriminação, mas sim de respeito e tolerância, em nome da integração.

3 Edição - Prémio D. Djuta Ben David 4º Edição

A reportagem “Sons de Leste”, que aborda o quotidiano dos músicos ucranianos nos Açores da autoria do Jornalista Herberto Gomes, transmitida na RTP-Açores, é o vencedor da 4º edição do Prémio D. Djuta Ben David.

Sons de Leste” história que suporta a reportagem está bem contada, bem contextualizada, com uma boa sonoplastia, boa imagem, tecnicamente bem editada e com bom grafismo. Trata-se de um trabalho que enquadra de forma simples e séria a integração nos Açores de uma comunidade imigrante específica (proveniente da Ucrânia), mas que retrata em geral as dificuldades, os anseios, as ambições as preocupações comuns no processo de integração. “Sons de Leste” reflecte, por outro lado, a riqueza da integração social e profissional numa comunidade pequena como a dos Açores, simbolizando como é possível pequenas ilhas aproveitarem o “know-how” de outras comunidades que procuram na imigração um futuro mais viável. No fundo, “Sons de Leste” é uma história bastante conhecida das famílias açorianas, vista agora do lado contrário. A própria diversidade dos exemplos, em várias ilhas, revela uma dimensão ainda mais rica sobre a integração e valoriza a forma como as famílias açorianas recebem estes imigrantes. É por constituir um excelente contributo para a compreensão e valorização da imigração nos Açores, tanto na forma de receber como na de integrar os que vieram procurar na Região uma vida melhor, que o Júri entendeu premiar esta reportagem.

Para ver a reportagem, clique aqui

3 Edição - Prémio D. Djuta Ben David 3º Edição
O jornalista Saes Furtado, com o trabalho “Uniões Sem Fronteira” , transmitido na RDP – Antena 1 no dia 26 de Novembro de 2007 foi o vencedor da 3º edição do concurso. Foi contemplado com uma viagem à Ucrânia.
Para  ouvir o trabalho premiado, clique aqui

2 Edição - Prémio D. Djuta Ben David 2º Edição
O Jornalista Saes Manuel Frias Furtado, com o trabalho intitulado “Imigrantes os Novos Açorianos”, transmitido pela RDP-Açores a 19 de Fevereiro de 2006.
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1º Edição
A Jornalista Ana Paula Fonseca foi a vencedora da 1ª edição do Concurso, com o trabalho intitulado "Em busca do sonho açoriano”, publicado no jornal “ Açoriano Oriental” de 09 de Dezembro de 2003.
Para ler o trabalho premiado, clique aqui

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