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Novos imigrantes documentados em Portugal aumentaram 50% em 2006 - OCDE

Lisboa, 10 Set (Lusa) - Portugal registou um aumento de quase 50 por cento de novos imigrantes legais em 2006, mas o crescimento total da população imigrante no país não chegou às três mil pessoas devido à partida de milhares de estrangeiros. Segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) hoje divulgado, Portugal está entre os países que registaram um maior aumento de novos estrangeiros, em termos proporcionais, a par da Suécia, Irlanda e Dinamarca. Nos últimos anos, a procura de trabalho deixou de ser a principal causa para abandonar o país de origem. Juntar-se à família que já vivia em Portugal passou a constituir a maior razão para a vinda, sobretudo por parte dos ucranianos. Se há três anos o trabalho e a família tinham quase o mesmo peso (35 e 38 por cento, respectivamente), em 2006 a reunião familiar passou a motivar a chegada de mais de seis em cada dez novos estrangeiros. Nesse ano, mais de 42 mil imigrantes legais escolheram Portugal como destino. Apesar disso, revela o relatório, o saldo total registou apenas um aumento de cerca de 2.800 pessoas, já que milhares de estrangeiros, em particular da Europa de Leste, abandonaram o país em consequência da saturação do mercado de trabalho. Entre os que chegaram, um em cada quatro veio do Brasil (11.400). Ucranianos, cabo-verdianos e moldavos seguem-se na tabela das nacionalidades mais representadas. As comunidades angolana, britânica e moçambicana são as únicas que registaram uma diminuição do número de cidadãos a viver em Portugal entre 2005 e 2006. No mesmo período, todas as outras aumentaram ligeiramente a sua representatividade no país. No total, há dois anos viviam legalmente em Portugal cerca de 435 mil estrangeiros, dos quais 73 mil brasileiros, 68 mil cabo-verdianos e quase 42 mil ucranianos. Reino Unido, Espanha e França estão igualmente entre os países com mais residentes em Portugal, com cerca de 20 mil, 16,6 mil e 9,7 mil cidadãos, respectivamente. Entre os 435 mil imigrantes registados em 2006, pouco mais de metade (62 por cento) estavam integrados no mercado de trabalho. No documento hoje divulgado, a OCDE salienta as alterações legislativas introduzidas pelo Governo naquele ano, que criaram normas "mais liberais" para a aquisição da nacionalidade portuguesa por parte de estrangeiros. Com as novas regras, cerca de 3.600 pessoas obtiveram a nacionalidade em 2006, quase quatro vezes mais do que no ano anterior. Na mesma altura, os países da OCDE acolhiam, no total, cerca de quatro milhões de imigrantes, mais cinco por cento do que em 2005

Publicado: Quarta, 10 Setembro, 2008

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