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1.861 imigrantes ilegais morreram em 2007 quando tentavam chegar por via marítima ao Sul da UE

Um total de 1.861 imigrantes ilegais morreram em 2007 quando tentavam chegar por via marítima às fronteiras dos países do Sul da União Europeia, segundo um balanço apresentado pela associação italiana 'Fortress Europe'. De acordo com os números divulgados pela associação italiana, no último ano morreram menos 147 imigrantes clandestinos do que em 2006, quando se registou um total de 2.088 vítimas. A associação atribui essa descida à redução do número de mortes nas ilhas Canárias, Espanha, onde em 2007 morreram 735 pessoas, contra 1.035 em 2006, e no Estreito de Gibraltar, que registou um baixa de 215 para 135 mortes. Por outro lado, os números da 'Fortress Europe' apontam para um aumento do número de vítimas mortais no Canal da Sicília em 2007 (551 contra 302 em 2006) e no Mar Egeu, na Grécia (257 contra 73). Do total das 1.861 mortes consideradas pela associação em 2007, a grande maioria (1.684) aconteceu no Mar Mediterrâneo, onde em 2006 morreram 1.625 pessoas. Dezembro foi, de acordo com a 'Fortress Europe', um dos meses mais mortíferos de 2007 com 243 mortes, 120 das quais no Mar Egeu, 96 nas rotas de imigração para as ilhas Canárias, 17 ao longo da costa da Argélia e dez ao largo da ilha francesa de Mayotte. De acordo com a 'Fortress Europe' - cujo balanço é feito com base nas informações publicadas pelos meios de comunicação social de Espanha, Grécia, Itália e Malta - morreram 11.750 imigrantes ilegais em travessias marítimas desde 1988.

Publicado: Quinta, 10 Janeiro, 2008

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