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Dispersão dos imigrantes obriga a ampliar rede de respostas de integração

O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, sublinhou durante o encontro "Integração de Proximidade - um desafio para as autarquias" que a dispersão dos imigrantes por todo o território nacional e não apenas nos grandes centros urbanos está a obrigar a um aumento da rede de respostas das estruturas de integração. Lusa, 01/10/2007- Falando em Leiria, Pedro Silva Pereira recordou que Portugal "precisa de saber que tem hoje uma realidade nova" com "imigrantes num país que se transformou numa sociedade de acolhimento". Na iniciativa, que constitui também o primeiro encontro anual da Rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes (CLAII), o ministro defendeu o reforço do trabalho em rede das várias estruturas. "Não basta aumentar a quantidade de CLAII, é preciso apostar na qualidade do serviço prestado", promovendo acções em rede, partilhas de experiências e troca de informações, defendeu Pedro Silva Pereira, salientando que será essa a prioridade do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural. "A distribuição de imigrantes começa a fazer-se de uma forma diferente", obrigando a outro tipo de respostas. "No passado tínhamos uma grande concentração muito grande em Lisboa, no Porto, Algarve e Setúbal", mas agora até "há meios rurais com uma presença muito grande de imigrantes". "É sabido que em algumas regiões agrícolas a mão-de-obra é crescentemente mão-de-obra imigrante" o que implica que "as respostas ao nível do acolhimento e integração não possam estar só sedeadas em Lisboa e no Porto", considerou o ministro. Nesse sentido, o objectivo é reforçar as parcerias com organizações não governamentais (ONG) e com as autarquias, promovendo trabalhos articulados junto das comunidades. Presente no encontro, Isabel Damasceno, presidente da Câmara de Leiria e vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), garantiu a abertura das autarquias a reforçar esses trabalho de parceria. Nos concelhos onde se sente muito o peso da imigração não tenho dúvidas que não há autarcas insensíveis" porque, caso contrário, teriam "problemas sociais", afirmou. Os "imigrantes integrados contribuem para a paz social e para o desenvolvimento dos concelhos", acrescentou Isabel Damasceno.

Publicado: Domingo, 07 Outubro, 2007

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