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Transparência Internacional: Cabo Verde quarto classificado em índice de boa governação em África

Cabo Verde é o país menos corrupto, entre as nações africanas que falam português, segundo revela hoje um relatório da ONG Transparência Internacional. O índice, que se baseou em dados de várias instituições internacionais como o Banco Mundial, o FMI, a Freedom House e o BAD, coloca o arquipélago na 49ª posição entre 180 países. A principal conclusão do documento da Transparência Internacional, lançado em Londres e Berlim, é que "o fosso entre os países ricos e pobres no índice da corrupção é cada vez mais acentuado". Cabo Verde ocupa o 49º posto no índice de corrupção, situando-se acima dos restantes Palop (111º, Moçambique; 118º, S. Tomé e Príncipe; 147º, Angola; 147º, Guiné-Bissau). Portugal aparece na 28ª posição neste ranking e o Brasil na 72ª, atrás de Cabo Verde. O índice avalia o grau de corrupção do sector público, segundo informações recolhidas junto do empresariado e analistas dos respectivos países e ainda com base em relatórios do Banco Mundial, FMI, Freedom House, Banco Africano de Desenvolvimento, entre outras instituições internacionais. "Apesar de notarmos alguns avanços a nível mundial, a corrupção continua a ser um grande sorvedouro de recursos financeiros que se deveriam destinar aos sectores da educação, saúde e das infra-estruturas", diz, num comunicado, o director da TI, Huguette Labelle. Labelle nota que os "países mais pobres precisam avaliar seriamente o ranking da corrupção e actuar de forma a garantir a transparência das suas instituições públicas". A organização não-governamental aponta a forte correlação entre corrupção e pobreza, assinalando que 40 por cento dos países cuja nota é inferior a três (o que indica que a corrupção é vista como endémica) são classificados pelo Banco Mundial como de fracos rendimentos, explica a Lusa. A TI elogia algumas nações africanas pelos ganhos alcançados desde o ano passado no combate à corrupção, destacando os casos da Namíbia, Seychelles, África do Sul e Suazilândia. Costa Rica, Croácia, Cuba, República Dominicana, Itália, República Checa, Roménia e Suriname são outros países onde se registaram melhorias, enquanto a situação se degradou, em termos de grau de corrupção percepcionado, na Áustria, Bahrein, Butão, Belize, Jordânia, Laos, Malta, Maurícias, Omã, Papua Nova Guiné e Tailândia. A instituição recomenda que os Estados garantam um sistema judicial independente, que "ponha fim à impunidade e reforce o carácter imparcial das leis". Diz ainda que é necessário promover a confiança dos doadores, e dos investidores públicos e privados. A TI defende ainda que deve ser prioridade para as nações mais corruptas "a melhoria da transparência na gestão financeira e na cobrança de impostos às despesas públicas". As nações mais corruptas são a Somália, Birmânia, Iraque, Haiti e Uzbequistão. No topo da tabela, constando como os Estados "mais transparentes", estão Dinamarca, Finlândia, Nova Zelândia, Singapura e Suécia. Fonte:www.asemana.cv

Publicado: Sexta, 28 Setembro, 2007

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