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Europa: número de emigrantes portugueses continua a aumentar

O número de portugueses emigrantes na Europa, principalmente em França, aumentou nos últimos anos, apesar de Portugal se ter transformado também num país de acolhimento de imigrantes, segundo um relatório das Nações Unidas hoje divulgado. O Estudo Económico e Social Mundial das Nações Unidas publicado em vários países conclui que as migrações internacionais organizadas e controladas beneficiam tanto os países de origem como os de destino. Ao contrário da tendência verificada nos países europeus tradicionalmente exportadores de mão-de-obra - Espanha, Itália ou Grécia -, o número de portugueses residentes na Europa continua a aumentar: 929 mil em 1990, 1009 mil em 1996 e 1037 mil em 2001. Apesar deste ligeiro crescimento, a percentagem de portugueses no total de estrangeiros nos países europeus diminuiu de 5,8 por cento em 1990, para 5,2 em 1996 e 4,9 em 2001. O número de estrangeiros residentes em Portugal, Finlândia, Irlanda, Itália e Espanha duplicou nos últimos anos, segundo o estudo da ONU. O número de estrangeiros em Portugal passou de 108 mil em 1990, para 173 mil em 1996 e 224 mil em 2001. A população da Europa teria sofrido uma diminuição de 4,4 milhões (1,2 por cento) entre 1995 e 2000 se não tivessem chegado ao continente cinco milhões de pessoas no mesmo período, refere o estudo. Segundo o relatório das Nações Unidas, a imigração tem contrabalançado muitas das consequências do envelhecimento da população e escassez de mão-de-obra na Europa. Todavia, mesmo com a entrada de uma média de 600 mil imigrantes por ano na Europa, para que apontam as projecções das Nações Unidas de 2000 a 2050, é provável que a população europeia sofra uma redução de 96 milhões nesse período. Fonte: Publico

Publicado: Quarta, 01 Dezembro, 2004

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