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Bispo de Angra pede maior solidariedade com os imigrantes

Os imigrantes não têm contrato de trabalho porque não estão legalizados e não podem legalizar-se porque não têm contrato de trabalho", afirmou o bispo de Angra do Heroísmo, D. António Braga, por ocasião do Dia Diocesano da Imigração. D. António Braga defendeu o estabelecimento de procedimentos que acabem com o “ciclo vicioso” que impede a imigração de muitos imigrantes em Portugal. Reconhecendo como uma medida positiva o registo prévio que decorre para a regularização dos imigrantes em situação de trabalho dependente, o bispo de Angra exprimiu preocupação sobre o que acontece aos imigrantes que não têm contrato de trabalho. Na mesma ocasião, o bispo afirmou que a presença de imigrantes é um “contributo positivo para o desenvolvimento”, denunciando o aproveitamento da situação em que estes se encontram por parte de “um ou outro empresário” e pelos cristãos que lhes alugam casas em más condições a preços exagerados. O bispo referiu-se ainda ao acolhimento dos cerca de cinco mil imigrantes que nos últimos anos chegaram ao arquipélago, alertando para o facto de os “encontros, convívios, gabinetes e linhas verdes” não serem suficientes, pelo que faz falta um maior espírito de ajuda para ajudar a resolver os problemas das pessoas. D. António Braga sublinhou que numa região como os Açores, onde os ideais do Espírito Santo de partilha e gratuidade, convivência fraterna e solidariedade, são intensamente celebrados, esses valores deverão também ser aplicados nas relações com os estrangeiros.

Publicado: Tera, 01 Junho, 2004

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