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Imigrantes são mais empreendedores

Os imigrantes em Portugal têm maior tendência para serem trabalhadores por conta própria do que os portugueses. Segundo dados de um estudo ontem apresentado pelo Alto-Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, «entre as populações estrangeiras com autorização de residência em Portugal, são os norte-americanos e europeus que têm as mais altas taxas de empreendedorismo, cerca de 40 por cento», valor superior ao dos portugueses, que não ultrapassa os 26 por cento. O trabalho desenvolvido por Catarina Oliveira dá ainda conta de que os imigrantes africanos apresentam a taxa mais baixa: não ultrapassa os cinco por cento. Quando assalariado, o trabalho imigrante «é de grande valor acrescentado à competitividade» das empresas, concluiu Lourenço Xavier de Carvalho, após uma avaliação do impacto da mão-de-obra imigrante nas empresas. Estas, por seu turno, apresentam a necessidade de renovação de efectivos como «preocupação latente». A entrada de trabalhadores, no entanto, deve ser alvo de novas regras. O coordenador do Observatório da Imigração defende uma maior agilidade no recrutamento de imigrantes. O actual sistema de quotas deve, segundo Roberto Carneiro, ser substituído por algo que «permita agregar de forma rápida ofertas de emprego e colocá-las em tempo real nos consulados dos países que tradicionalmente oferecem mão-de-obra» ao nosso país, recorrendo às novas tecnologias. Para o coordenador do observatório, esta era uma forma de «fugir às mafias». A qualificação da mão-de-obra é outra das preocupações do ex-ministro da Educação Roberto Carneiro. «É preciso atrair imigração qualificada e não só trabalhadores para virem fazer aquilo que nós não queremos.» Fundamental, afirmou, é «atrair cérebros para as universidades portuguesas». Fonte: Diário de Notícias

Publicado: Tera, 26 Outubro, 2004

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