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Alerta para escassez de mão-de-obra imigrante

O Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas alertou ontem para a escassez de mão-de-obra imigrante, considerando que, nos próximos anos, tomará insustentável algumas actividades económicas em Portugal. Segundo Roberto Carneiro, coordenador do Observatório da Imigração do ACIME, cerca de cinco por cento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional é suportado pela imigração e, por isso, a escassez de mão- -de-obra é já é «um grande drama» nalgumas empresas, nomeadamente ao nível da construção civil, agricultura e restauração. «Não conseguimos crescer sem a imigração e as empresas já têm esta percepção», frisou. O responsável, que falava no Porto, defendeu a necessidade de agregar «de forma rápida» a oferta de emprego, criando uma grande base de dados que pudesse estai disponível, «em tempo real», nos consulados portugueses dos principais países de origem dessa mão- -de-obra (Leste europeu, África e Brasil). «Os imigrantes têm de deixar de vir à deriva para Portugal, sujeitos a manas e sindicatos que traficam pessoas nas condições mais indignas», sublinhou Roberto Carneiro, referindo o facto de o sistema de quotas utilizado em Portugal e na Europa estar desactualizado face às necessidades empresariais que cada país apresenta. «O objectivo [da base de dados] - continuou - seria assim impulsionar a imigração, dando-lhe qualidade, e possibilitar que, através de uma simples consulta, se pudessem conhecer as necessidades reais da oferta e da procura de trabalho em Portugal».

Publicado: Tera, 26 Outubro, 2004

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