O tema esteve em destaque logo no arranque do segundo e último dia do Roteiro, com a visita do Chefe de Estado a uma escola (a B23 António Sérgio, no Cacém, concelho de Sintra), onde estudam alunos de 18 nacionalidades diferentes e onde a capacidade integradora dos estabelecimentos de ensino é posta à prova.
A imigração volta a estar em foco na paragem seguinte, no Centro Social da Musgueira, e num almoço na Fundação Calouste Gulbenkian que juntará o Chefe de Estado e um grupo de médicos e enfermeiros imigrantes que, tendo começado a trabalhar em Portugal noutras actividades, foram reconduzidos pela instituição à sua formação de origem.
À tarde, no Bairro Vale da Amoreira (Moita), o Presidente da República vai conhecer uma das maiores concentrações de imigrantes nas imediações de Lisboa e o contributo das autarquias para minorar os problemas sociais existentes, seguindo para o Seixal, onde se reúne com associações de imigrantes para conhecer as dificuldades que estas comunidades enfrentam. Calcula-se que vivam em Portugal cerca de 500 mil imigrantes (420 mil possuem autorizações de residência ou permanência), que representam já perto de cinco por cento da população.
No primeiro dia, terça-feira, o Roteiro presidencial percorreu bons exemplos no domínio do voluntariado, apoio a prostitutas, sem-abrigo e idosos em situação de isolamento, bem como instituições que actuam em bairros sociais de Lisboa.
O Roteiro para a Inclusão teve início em Maio, no Algarve e Alentejo, e foi dedicado às «Regiões Periféricas, Envelhecimento e Exclusão».
Em Julho, o roteiro percorreu os distritos de Porto e Aveiro, sob o tema «Crianças em Risco e Violência Doméstica».
Lusa
Publicado: Quarta, 11 Outubro, 2006
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