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Qualificação dos imigrantes em análise na visita à Ucrânia

A directora regional das Comunidades, Alzira Silva, está desde domingo, em Kiev, capital da Ucrânia, onde tem estabelecido contactos com responsáveis do Governo ucraniano. Na reunião que decorreu ontem, no Ministério da Educação, Alzira Silva deu a conhecer o Curso de Língua Portuguesa e o Curso “Viver Culturas”, disponibilizados pelo Executivo açoriano aos imigrantes nos Açores. Hoje, a sua agenda prevê um encontro no Ministério da Cultura e Turismo, para apresentar os programas do Governo Regional de apoio cultural para imigrantes e emigrantes e divulgar as características dos Açores como destino turístico. E inclui ainda uma reunião com os responsáveis da emigração ucraniana, onde serão abordados temas como a necessidade de relacionamento institucional entre serviços que prestam apoio na integração dos imigrantes. Aníbal Pires, vice-presidente da Associação de Imigrantes dos Açores (AIPA), considera muito importante esta visita oficial. Na sua opinião, é o reconhecimento do papel dos imigrantes oriundos da Europa de Leste, e em especial dos ucranianos, e do seu contributo para o desenvolvimento económico da Região e para algum dinamismo social e cultural. A imigração da Ucrânia para os Açores aumentou exponencialmente a partir de 1999, atingindo o pico em 2003. De então até 2005, houve uma ligeira diminuição do número de imigrantes deste país nos Açores, um facto que Aníbal Pires relaciona com o fim de alguns projectos que envolveram uma grande quantidade de mão-de-obra. Contudo, explica o vice-presidente da AIPA, os cidadãos ucranianos que ficaram têm uma situação consolidada e de relativa estabilidade. A comunidade ucraniana é mesmo a terceira comunidade imigrante mais significativa nas ilhas, logo a seguir à cabo-verdiana e brasileira (não considerando cidadãos dos EUA e da UE). A grande maioria trabalha na construção civil, apesar de muitos serem muito qualificados (formação média e superior). Mas há ainda alguns que têm contribuído para a qualidade da formação nos Conservatórios Regionais. “Penso que Portugal comete um sério erro ao não aproveitar as qualificações dos cidadãos que nos procuram para trabalhar” e que acabam por se sujeitar a funções que nada têm a ver com a sua formação académica e profissional, diz Aníbal Pires. A nova Lei da Imigração, aprovada em Conselho de Ministros e que vai ser debatida em Assembleia da República prevê medidas para captação de imigrantes qualificados, mas “é importante olhar para quem já cá temos”, defende o responsável.||

Publicado: Tera, 19 Setembro, 2006

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