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Boa Governação: Cabo Verde entre os dois primeiros da lista do Banco Mundial

Tamanho não é documento. E a prová-lo, uma vez mais, é o segundo lugar obtido por Cabo Verde no “ratings” de 76 países em desenvolvimento, do qual fazem Índia, Paquistão, Indonésia, Nicarágua, Bósnia, etc., em matéria de boa governação feita pelo Banco Mundial para o ano de 2005. Cabo Verde apenas perde para a Arménia, sendo o primeiro país africano dos países referenciados. O Banco Mundial acaba de divulgar a sua classificação em matéria de boa governação dos países pobres ou em vias de desenvolvimento. Num raking de 76 Estados, Cabo Verde surge em segundo lugar, abaixo da Arménia, e acima dos restantes 74. Logo a seguir a Cabo Verde surgem, ex-aequo, Samoa e Santa Lúcia, dois micro-estados do Pacífico e das Caraíbas, respectivamente. Aliás, o predomínio dos países pequenos neste ranking do Banco Mundial é algo que salta à vista. Na cauda da lista surgem os Comores, República Centro Africana e o Zimbabwe. Moçambique (36), São Tomé e Príncipe (60) e Guiné-Bissau (68) são os outros PALOP referenciados no documento do Banco Mundial. Além de Cabo Verde, em África há países que surgem bem classificados, casos da Tanzânia (5), Uganda (8) e Gana (9). O nosso vizinho Senegal surge na 16ª posição, abaixo do Burkina Faso (15) e acima do Mali (20), Níger (47), Mauritânia (48), Nigéria (50) e Guiné (57). Controlo da inflação, dívida externa regularmente paga, uma economia onde a concorrência é livre, despesas públicas equilibradas e bem repartidas são alguns dos 16 critérios tidos em conta e que levam a esta classificação do Banco Mundial. Este raking, segundo as explicações avançadas, procura ter em conta sobretudo os aspectos económicos e sociais e pouco ou nada dos políticos. Até porque o BM, pela sua natureza, evita penetrar nesse campo. É assim que o Uganda, tido como um país dos menos democráticos de África, surge no oitavo lugar, acima do Gana (9), tido como um dos mais liberais do continente, por exemplo. Este ratings do Banco Mundial é tido actualmente com um instrumento de suma importância para os países abrangidos, já que se trata de um guia para os investidores internacionais. Estes, antes de aplicarem os seus recursos, procuram saber se o país potencial é ou não confiável, se cumpre ou não as suas obrigações etc. Fonte: A Semana (www.asemana.cv)

Publicado: Sexta, 04 Agosto, 2006

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