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Imigração irregular em discussão entre África e Europa

Os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Administração Interna de 57 países europeus e africanos vão reunir, na próxima segunda e terça-feira em Rabat, Marrocos, para encontrar soluções para a imigração ilegal, que atinge principalmente o sul da Europa. A Conferência ministerial euro-africana vai reunir pela primeira vez países de origem, trânsito e destino da imigração ilegal, bem como cerca de 20 organizações regionais e internacionais. No encontro vai ser debatida a gestão dos fluxos migratórios, que inclui o estabelecimento de parcerias de combate à imigração ilegal e promoção da imigração legal, e a cooperação para o desenvolvimento, nomeadamente económico, dos países de origem dos imigrantes ilegais. O secretário de Estado português dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, assegura a participação de Portugal no encontro. A nível dos PALOP, Cabo Verde e Guiné-Bissau são os únicos representados na reunião. Cabo Verde participa na reunião com os ministros dos Negócios Estrangeiros, Vítor Borges, e da Administração Interna, Júlio Correia, enquanto a Guiné-Bissau estará representada pelo seu chefe da diplomacia, Isaac Monteiro. Ausente vai estar a Argélia, que mantém relações tensas com Marrocos devido à questão do Saara Ocidental, antigo território espanhol anexado pelas autoridades marroquinas que reclama a independência. A imigração clandestina constitui uma das principais preocupações dos países europeus, confrontados com um fluxo maciço de imigrantes oriundos da África Subsaariana e do Magrebe, que procuram melhores condições de vida. Entre os países a norte do Mediterrâneo, Espanha e Itália são os mais afectados pela imigração ilegal devido ao acesso relativamente fácil, quer pelo estreito de Gibraltar, quer através da Sicília.

Publicado: Sbado, 08 Julho, 2006

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