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Açores têm capacidade para receber refugiados, defende presidente da AIPA

Texto: Rádio Atlântida | Foto: Direitos Reservados 

Os Açores têm capacidade para receber refugiados. Quem o diz é o presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA), que afirma que, da mesma maneira que Portugal irá acolher estas pessoas, a região também poderá fazê-lo.

Consciente de que se trata de uma situação burocrática, que não depende só do Estado português, Paulo Mendes, que falava esta segunda-feira à Atlântida, Dia Mundial dos Refugiados, salientou que, embora seja um tema difícil, com pessoas do contra, há, no entanto, muitas que são a favor.

“Acredito que o tema não seja fácil, há pessoas que são contra, mas há muitas pessoas que são a favor, e acho que, dentro das nossas limitações financeiras e até geográficas, temos possibilidade de exercer esta solidariedade que passa por receber um número dentro do universo de refugiados que Portugal vai receber e porque não também fazê-lo nos Açores”, afirma Paulo Mendes.

Segundo o responsável, a associação tem desenvolvido várias iniciativas para alertar a população para esta problemática, que se vive atualmente, em que mais de 2300 refugiados já morreram.

Para o presidente da AIPA, não tem sido feito tudo em prol destas pessoas, frisando mesmo que se está muito aquém.

“Nem os estados estão a fazer o que deviam, nem nós, porque muitas vezes aquilo que os estados fazem é também o reflexo daquilo que são as opiniões das pessoas, exigindo-nos uma outra abordagem e outro olhar sobre a problemática dos refugiados. Estamos muito aquém daquilo que deve ser o nosso contributo solidário”, defende.

No âmbito do Dia Mundial dos Refugiados, Paulo Mendes alerta que “imaginemos que fosse um de nós?, se, de repente, a cidade onde vivemos, a vida que levamos, em decorrência de uma guerra, somos obrigados a abandonar esta cidade? Tentávamos procurar outro espaço para viver e é basicamente isso que estas pessoas estão a tentar fazer”.

De acordo com Paulo Mendes, a comemoração deste dia ganha uma importância redobrada, não só para sensibilizar cada pessoa individualmente, mas também para contrariar alguma normalização desta tragédia, que tende todos os dias a pairar sobre a população em geral.


Publicado: Tera, 21 Junho, 2016

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