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ONU alerta para aumento de mortes de refugiados e migrantes no Mediterrâneo

Texto: ONUBR | Foto: Direitos Reservados 

O UNICEF afirma que muitos dos mortos eram crianças e adolescentes não acompanhados; a agência anunciou parceria com o governo italiano para monitorar o cumprimento de seus direitos.

ACNUR e parceiros alertam que, em 2016, já são mais de 200 mil chegadas com 2.325 mortes — um número alarmante que indica que este ano deve bater novos recordes em relação a esta tragédia. Só na última semana foram pelo menos 700 mortes registadas.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou nesta segunda-feira  para o alto número de migrantes e refugiados mortos na semana passada no Mediterrâneo Central. A agência da ONU disse que muitos dos mortos eram crianças e adolescentes não acompanhados.

Antecipando o aumento do número de crianças migrantes fazendo a perigosa travessia entre a Líbia e a Itália, o UNICEF em breve começará uma operação com o governo italiano e parceiros para fornecer apoio de proteção, disse o UNICEF em um comunicado de imprensa.

De janeiro a maio de 2015, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) e agências parceiras registaram quase 92 mil chegadas de migrantes e refugiados à Europa pelo mar Mediterrâneo, com um total de 1.828 mortes registadas. No ano, foram mais de 1 milhão de chegadas, com 3.771 mortes.

No mesmo período de 2016, já são mais de 200 mil chegadas, com 2.325 mortes — um número alarmante que indica que este ano deve bater novos recordes em relação a esta tragédia. Só na última semana foram pelo menos 700 mortes registadas.

O UNICEF observou que a grande maioria das crianças que utilizam a travessia é de adolescentes desacompanhados, que frequentemente enfrentam terríveis violações de seus direitos, exploração e a possibilidade de morte em todas as etapas da sua viagem.

“As histórias que eu pessoalmente tenho ouvido de crianças que fazem esta viagem são horríveis. Nenhuma criança deve enfrentá-las. Suas vidas estão nas mãos de contrabandistas que se importam com nada mais do que o dinheiro”, disse a coordenadora especial do UNICEF para a crise europeia de refugiados e migrantes, Marie-Pierre Poirier.

Uma média de 1 mil crianças desacompanhadas por mês chegou à Itália este ano, mas o UNICEF espera que este número aumente nos próximos meses.

Segundo a Declaração Conjunta de Intenções assinada com o governo italiano, o UNICEF irá monitorar normas de acolhimento para crianças refugiadas e migrantes, especialmente aquelas desacompanhadas, para garantir que estejam em conformidade com a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Além disso, a agência da ONU também vai acompanhar a situação das crianças em centros de acolhimento, em particular nas regiões da Calábria, Campânia e Sicília, no sul da Itália; e também vai monitorar todas as ações voltadas para a integração de crianças migrantes e refugiadas na sociedade italiana.

ACNUR critica condições dos abrigos no norte da Grécia

Na passada sexta-feira, o ACNUR mostrou-se “seriamente preocupado” com o que chamou de condições “abaixo do padrão mínimo” em diversos locais em Idomeni, no norte da Grécia, onde estão abrigados muitos refugiados e migrantes.

A agência da ONU instou as autoridades gregas, com o apoio financeiro concedido pela União Europeia, a encontrar rapidamente alternativas melhores.

Durante uma coletiva de imprensa em Genebra, Melissa Fleming, porta-voz do ACNUR, disse que a agência concordou que o local improvisado em Idomeni, na fronteira grega com a Macedônia, onde os refugiados estavam abrigados em péssimas condições, precisava ser evacuado. Fleming observou que a mudança havia sido realizada sem o uso da força.

“[No entanto], as condições de alguns desses locais para os quais os refugiados e migrantes foram transferidos está bem abaixo dos padrões mínimos”, disse ela, notando que alguns dos refugiados e migrantes que viviam em Idomeni foram transferidos para armazéns e fábricas abandonados.

Nestes locais, disse a porta-voz da agência da ONU, as tendas estão sendo colocadas muito próximas umas das outras, em locais em que a circulação de ar é muito baixa e suprimentos de comida, água, banheiros, chuveiros e eletricidade são insuficientes.

O UNICEF afirma que muitos dos mortos eram crianças e adolescentes não acompanhados; a agência anunciou parceria com o governo italiano para monitorar o cumprimento de seus direitos.

ACNUR e parceiros alertam que, em 2016, já são mais de 200 mil chegadas com 2.325 mortes — um número alarmante que indica que este ano deve bater novos recordes em relação a esta tragédia. Só na última semana foram pelo menos 700 mortes registadas.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou nesta segunda-feira  para o alto número de migrantes e refugiados mortos na semana passada no Mediterrâneo Central. A agência da ONU disse que muitos dos mortos eram crianças e adolescentes não acompanhados.

Antecipando o aumento do número de crianças migrantes fazendo a perigosa travessia entre a Líbia e a Itália, o UNICEF em breve começará uma operação com o governo italiano e parceiros para fornecer apoio de proteção, disse o UNICEF em um comunicado de imprensa.

De janeiro a maio de 2015, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) e agências parceiras registaram quase 92 mil chegadas de migrantes e refugiados à Europa pelo mar Mediterrâneo, com um total de 1.828 mortes registadas. No ano, foram mais de 1 milhão de chegadas, com 3.771 mortes.

No mesmo período de 2016, já são mais de 200 mil chegadas, com 2.325 mortes — um número alarmante que indica que este ano deve bater novos recordes em relação a esta tragédia. Só na última semana foram pelo menos 700 mortes registadas.

O UNICEF observou que a grande maioria das crianças que utilizam a travessia é de adolescentes desacompanhados, que frequentemente enfrentam terríveis violações de seus direitos, exploração e a possibilidade de morte em todas as etapas da sua viagem.

“As histórias que eu pessoalmente tenho ouvido de crianças que fazem esta viagem são horríveis. Nenhuma criança deve enfrentá-las. Suas vidas estão nas mãos de contrabandistas que se importam com nada mais do que o dinheiro”, disse a coordenadora especial do UNICEF para a crise europeia de refugiados e migrantes, Marie-Pierre Poirier.

Uma média de 1 mil crianças desacompanhadas por mês chegou à Itália este ano, mas o UNICEF espera que este número aumente nos próximos meses.

Segundo a Declaração Conjunta de Intenções assinada com o governo italiano, o UNICEF irá monitorar normas de acolhimento para crianças refugiadas e migrantes, especialmente aquelas desacompanhadas, para garantir que estejam em conformidade com a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Além disso, a agência da ONU também vai acompanhar a situação das crianças em centros de acolhimento, em particular nas regiões da Calábria, Campânia e Sicília, no sul da Itália; e também vai monitorar todas as ações voltadas para a integração de crianças migrantes e refugiadas na sociedade italiana.

ACNUR critica condições dos abrigos no norte da Grécia

Na passada sexta-feira, o ACNUR mostrou-se “seriamente preocupado” com o que chamou de condições “abaixo do padrão mínimo” em diversos locais em Idomeni, no norte da Grécia, onde estão abrigados muitos refugiados e migrantes.

A agência da ONU instou as autoridades gregas, com o apoio financeiro concedido pela União Europeia, a encontrar rapidamente alternativas melhores.

Durante uma coletiva de imprensa em Genebra, Melissa Fleming, porta-voz do ACNUR, disse que a agência concordou que o local improvisado em Idomeni, na fronteira grega com a Macedônia, onde os refugiados estavam abrigados em péssimas condições, precisava ser evacuado. Fleming observou que a mudança havia sido realizada sem o uso da força.

“[No entanto], as condições de alguns desses locais para os quais os refugiados e migrantes foram transferidos está bem abaixo dos padrões mínimos”, disse ela, notando que alguns dos refugiados e migrantes que viviam em Idomeni foram transferidos para armazéns e fábricas abandonados.

Nestes locais, disse a porta-voz da agência da ONU, as tendas estão sendo colocadas muito próximas umas das outras, em locais em que a circulação de ar é muito baixa e suprimentos de comida, água, banheiros, chuveiros e eletricidade são insuficientes.


Publicado: Tera, 31 Maio, 2016

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