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Escritor Moçambicano Mia Couto apresenta "Mulheres de Cinza" em Ponta Delgada

Foto: Livraria Solmar

O escritor moçambicano Mia Couto esteve, esta segunda-feira, na ilha de São Miguel para apresentar na Livraria Solmar, em Ponta Delgada, o livro Mulheres de Cinza, o primeiro da trilogia “AS AREIAS DO IMPERADOR".

Mia Couto, pseudónimo de António Emílio Leite Couto, nasceu em 1955 na cidade da Beira em Moçambique.

Além de ser considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique, é o escritor moçambicano mais traduzido.

Em muitas das suas obras, Mia Couto tenta recriar a língua portuguesa com uma influência moçambicana, utilizando o léxico de várias regiões do país e produzindo um novo modelo de narrativa africana.

"É um “escritor da terra”, escreve e descreve as próprias raízes do mundo, explorando a própria natureza humana na sua relação umbilical com a terra".

Sobre a obra Mulheres de Cinza

Mulheres de Cinza é o primeiro livro de uma trilogia sobre os derradeiros dias do chamado Estado de Gaza, o segundo maior império em África dirigido por um africano. Ngungunyane (ou Gungunhane, como ficou conhecido pelos portugueses) foi o último de uma série de imperadores que governou metade do território de Moçambique. Derrotado em 1895 pelas forças portuguesas comandadas por Mouzinho de Albuquerque, Ngungunyane foi deportado para os Açores onde veio a morrer em 1906. Os seus restos mortais terão sido trasladados para Moçambique em 1985. Existem, no entanto, versões que sugerem que não foram as ossadas do imperador que voltaram dentro da urna. Foram torrões de areia. Do grande adversário de Portugal restam areias recolhidas em solo português.

Esta narrativa é uma recreação ficcional inspirada em factos e personagens reais. Serviram de fonte de informação uma extensa documentação produzida em Moçambique e em Portugal e, mais importante ainda, diversas entrevistas efectuadas em Maputo e Inhambane.

Publicado: Tera, 10 Maio, 2016

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