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Cerimónia de Entrega do Prémio D. Djuta Ben David

A AIPA irá promover um jantar de entrega do Prémio da 2ª edição do concurso “Dona Djuta Bem David” – Jornalismo pela Integração dos Imigrantes”, a realizar-se no próximo dia 16 de Junho, 6ª feira, pelas 20h30, no Hotel VIP. O vencedor desta 2ª edição foi o jornalista SAES Furtado, da RTP-Açores, com o trabalho intitulado “Imigrantes os Novos Açorianos”, tendo o júri decidido, igualmente, atribuir uma menção honrosa ao trabalho “Imigrantes como nós”, de Susana Maria Macedo Silveira Rosa, emitido pela RTP-Açores. O prémio “Dona Djuta Bem David” – Jornalismo pela Integração dos Imigrantes” é promovido pela Associação dos Imigrantes dos Açores em parceria com a Direcção Regional das Comunidades e conta com o apoio do Alto-comissário para a Imigração e Minorias Étnicas. O vencedor do prémio recebe um diploma e uma viajem e estadia na Ucrânia durante 7 dias. O Prémio “Dona Djuta Ben David – Jornalismo pela integração dos imigrantes” visa estimular os profissionais da área a investigar e a divulgarem factos, histórias e vivências positivas de alguns milhares de alguns milhares de imigrantes radicados nas ilhas açorianas. Justina Silva (aliás, Djuta em nome-de-casa) nasceu no Mindelo, Ilha de S. Vicente, Cabo Verde, numa família em que a música era tão natural como a respiração: pai e irmãos mais velhos tocavam e construíam os seus próprios instrumentos. Aos 10 anos ela própria começa a tocar e a cantar, e aos 20 anos o irmão Adolfo chama-a para Lisboa, onde se torna cantora profissional. Ela e Adolfo formam o duo “Irmãos Silva”, que actua em Portugal durante seis anos, cantando a música cabo-verdiana, ainda pouco conhecida e apreciada na época, e também música brasileira. Casa depois com o jogador de futebol Henrique Ben-David, também de S. Vicente, e, quando ele se retira da actividade em virtude de uma lesão grave, os dois vêm viver para S. Miguel por meados da década de cinquenta do século passado, onde, entretanto, o marido viera treinar o Clube Santa Clara. Sendo dos primeiros (talvez os primeiros) cabo-verdianos a chegar aos Açores, Djuta Ben-David não esconde as dificuldades que sentiram em adaptar-se à nova realidade de S. Miguel, com hábitos e costumes diferentes dos seus, uma sociedade mais fechada e menos alegre até do que a sociedade do seu Mindelo de origem. Mas Djuta Ben-David gosta também de referir o modo como acabou por se integrar neste novo espaço insular, de que fez a sua segunda ilha e a ilha da sua família. Por ser um símbolo das comunidades migrantes no arquipélago, não só como se integrou na sociedade açoriana, mas também pelo respeito e carinho que merece de todos nós, a Associação dos Imigrantes nos Açores decidiu instituir o prémio D. Djuta Ben David, tudo na convicção de que estaremos a construir uma sociedade mais harmoniosa, onde as diferenças não sejam motivo de discriminação, mas sim de respeito e tolerância, em nome de da integração.

Publicado: Segunda, 12 Junho, 2006

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