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Celebra-se este sábado o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina

Fonte: com Associação Novo Dia e DN | Foto: Direitos Reservados 

No sábado, dia 6 de fevereiro, assinala- se o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina (MGF).

Esta é uma prática que ainda existe em pelo menos 28 países de África, Médio Oriente, Ásia e em comunidades emigrantes na Europa, América do Norte e Austrália.

Trata-se claramente de uma violação dos direitos sexuais e reprodutivos e dos direitos humanos universais.

Segundo dados da Amnistia Internacional, 135 milhões de mulheres e raparigas em todo o mundo foram vítimas de MGF. Todos os anos, três milhões de raparigas em todo o mundo estão em risco de ser vítimas de mutilação.

A prática é justificada em muitos países por questões culturais e de identidade de género, considerando-se por exemplo que uma rapariga não é vista como adulta se não tiver sido submetida à MGF e acredita-se ainda que “a remoção do clitóris e os lábios vaginais eleva a feminilidade da rapariga, sendo sinónimo da docilidade e obediência feminina.”

 

Mais de seis mil mulheres em Portugal submetidas a Mutilação Genital Feminina

Mais de seis mil mulheres, com mais de 15 anos, residentes em Portugal, foram submetidas a alguma forma de Mutilação Genital Feminina (MGF), indica o primeiro estudo no país sobre prevalência da MGF em território nacional.

Destas 6576 mulheres, a maioria - 5974 - pertence à comunidade imigrante da Guiné-Bissau, a que tem maior representação em território nacional, disse à agência Lusa Dalila Cerejo, uma das coordenadoras do estudo, por ocasião do dia internacional de tolerância zero à mutilação genital feminina, que se assinala no sábado.

Seguem-se a Guiné-Conacri (163), o Senegal (111) e o Egito (55), as comunidades de países praticantes de MGF mais representadas em Portugal, de acordo com o trabalho, que durou um ano e começou em março de 2014.

No grupo etário entre os zero e os 14 anos, o trabalho encontrou 1830 meninas, nascidas em países praticantes ou filhas de mães de países praticantes, que já foram ou serão submetidas à prática de MGF, afirmou.

A maior parte dos inquiridos - 87 mulheres e 37 homens - considerou a prática da MGF negativa, afirmando não pretender submeter as filhas ao processo, que normalmente e na maioria dos casos é realizado nos países de origem.

A socióloga explicou que "há um efeito da imigração em Portugal, uma diminuição da necessidade da prática de MGF quando estas comunidades" estão no país, "o que é importante para a erradicação" da MGF.

 

 Ler mais em: http://www.dn.pt/sociedade/interior/mais-de-seis-mil-mulheres-em-portugal-submetidas-a-mutilacao-genital-feminina-5016497.html

 

 

Publicado: Sexta, 05 Fevereiro, 2016

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