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Primeiro grupo de refugiados já está em Portugal, um “porto seguro”

Texto: Notícias ao Minuto | Foto: Direitos Reservados

Já aterraram em Portugal os 22 refugiados vindos do Egito. O conjunto de cinco famílias foi recebido no Aeroporto da Portela, em Lisboa, pela ministra da Cidadania e da Igualdade.

Após um pequeno encontro de boas-vindas, Teresa Morais falou aos jornalistas dizendo que “paz, estabilidade e tranquilidade para uma integração plena na sociedade portuguesa” são os esforços que Portugal fará para que estas pessoas consigam “ser felizes” no país.

“A nossa expectativa é que estas pessoas encontrem em Portugal um porto seguro”, frisou a governante, destacando as “boas práticas portuguesas internacionalmente reconhecidas em matéria de acolhimento e integração de migrantes”.

Referindo que este primeiro grupo de migrantes a aterrar em solo nacional inclui dois bebés, Teresa Morais explicou que é sua pretensão que estes refugiados se “integrem de forma descentralizada na sociedade, com a maior naturalidade”.

Para tal, poderão contar com uma “integração imediata no sistema educativo, com vista à aprendizagem da língua portuguesa, com programas de formação e acesso ao mercado de trabalho, bem como apoios sociais e a nível de saúde”.

Este grupo de refugiados integra-se no Programa Nacional de Reinstalação que pretende acolher e integrar refugiados em colaboração com o ACNUR e que se encontram em países fora da Europa, um protocolo que vigora desde 2007.

Empurrando carrinhos com muitas bagagens, os refugiados deixaram a área de chegadas do aeroporto e foram encaminhados para um auditório onde estão a ser recebidos pela ministra da Cultura, Igualdade e Cidadania, Teresa Morais, e representantes das três entidades parceiras nesta ação, o Conselho Português para os Refugiados, a Fundação Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional de Miranda do Corvo e o Serviço Jesuíta aos Refugiados.

Estes refugiados chegaram de Munique, vindos do Egito, e fazem parte de um grupo de 44, que eram esperados hoje em Lisboa, tendo os restantes ficado retidos no Egito, uma vez que o voo comercial no qual viajavam um grupo foi cancelado devido à greve de pessoal de cabine da Lufhtansa, não existindo ainda data para a chegada dos restantes, segundo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Na área de chegadas, além das entidades oficiais, os refugiados eram aguardados por jornalistas que, no entanto, não tiveram contacto direto com as cinco famílias.

Quando deixarem o aeroporto de Lisboa, três destas famílias vão para Penela, uma será acolhida em Sintra e a outra permanecerá em Lisboa.

O grupo de 44 pessoas tem adultos entre os 24 e os 40 anos, a maior parte dos menores tem menos de 12 anos, e 26 pessoas são oriundas da Síria, nove da Eritreia e oito do Sudão.

A escolaridade média ronda os nove anos e as profissões que desempenhavam nos países de origem vão desde canalizador, alfaiate até contabilista ou técnico de física e química.

Publicado: Segunda, 09 Novembro, 2015

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