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Espanha faz acordo de imigração com Cabo Verde

Cabo Verde aceitou os acordos de cooperação propostos pela Espanha, no quadro do combate à imigração ilegal. O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros reuniu-se esta quinta-feira, em Madrid, com os representantes de vários países africanos. Miguel Angel Moratinos, que reafirmou a intenção de repatriar todos os clandestinos, propôs, em contrapartida, ajudas à formação e ao emprego nos países de origem. O objectivo, explica o ministro, é alcançar um "acordo global sobre os fluxos migratórios em geral, no qual se tratem todos os assuntos, todos os elementos que digam respeito a uma gestão adequada e uma solução justa." A Espanha quer pôr fim ao crescente afluxo de imigrantes clandestinos. No ano passado, nove mil ilegais chegaram às Canárias. Só desde Janeiro, já são mais de sete mil. O chefe da diplomacia de Madrid prevê reunir-se bilateralmente com os responsáveis de outros Estados africanos e quer alargar o acordo conseguido com o Cabo Verde a países como o Senegal, o Mali ou o Niger. Em Bruxelas, pelo contrário, não há acordo sobre a repatriação de requentes de asilo. A União Europeia quer estabelecer uma lista de "países seguros", para onde os clandestinos possam ser repatriados sem risco. Botswana, Cabo Verde, Senegal, Mauritânia, Benin, Gana e Mali terão sido os "países seguros" propostos por Bruxelas. Uma escolha já contestada por certos comissários, que não percebem porque é que só há países africanos na lista e recordam que, no Mali, as mulheres são sujeitas a mutilações sexuais, enquanto no Botswana a pena de morte ainda existe. Franco Frattini, Comissário para a Justiça, promete nova proposta dentro de duas semanas.

Publicado: Sexta, 26 Maio, 2006

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