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Guterres pede “resposta solidária e unida” à crise dos migrantes

Texto: Renascença | Foto: Direitos Reservados 

Condições de recepção devem incluir assistência e registo das pessoas e distinção entre refugiados e migrantes, para decidir entre direito à liberdade de circulação dentro da União Europeia ou reenvio ao país de origem.

O alto-comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, apelou na segunda-feira a uma "resposta solidária" da Europa à crise dos refugiados.

Em entrevista à RTP, Guterres apontou que, se "existisse uma verdadeira política solidária para enfrentar o problema" dos migrantes, a crise seria "facilmente gerível".

Na mesma entrevista, o alto-comissário lamentou não haver “condições de recepção nem uma estratégia comum que permita criar condições aptas”, segundo a RTP.

Para António Guterres, as condições terão que incluir assistência e igualmente o registo das pessoas e a distinção entre refugiados e migrantes, para que os primeiros consigam o direito à liberdade de circulação dentro da União Europeia, e para que os segundos sejam reenviados, de forma digna, para os seus países de origem.

"Não há maneira de resolver a crise se cada país agir por si", afirmou Guterres. Esta madrugada, já depois da entrevista, foi anunciado que a Hungria se excluiu do acordo de quotas entre estados-membros para a recepção de refugiados.

A nova proposta de Bruxelas, a ser debatida hoje entre os ministros europeus, mantém o número de 120 mil requerentes de asilo que os estados-membros devem acolher, nos próximos anos, para aliviar a pressão nos países mais expostos a esta vaga migratória.

 

António Guterres lembrava na segunda-feira, à RTP, que a resposta unida "exige um investimento, uma mobilização de recursos e uma determinação política que não existe", pelo que as propostas da Comissão têm de ir mais "além" ou "correm o risco de falhar".

Publicado: Quarta, 23 Setembro, 2015

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