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Açores podem ser exemplo de integração de imigrantes

A ideia foi deixada pelo presidente da Associação de Imigrantes dos Açores (AIPA), PauloMendes, que depois de uma reunião com o presidente do Governo Regional considerou que em termos de integração as ilhas “podem ser exemplo para o país”. Salientando que o fenómeno da integração dos imigrantes não pode ser visto “de forma imediata”, PauloMendes acrescentou que na Região “existem condições favoráveis para as comunidades imigrantes”, fazendo portanto, um balanço positivo da integração de imigrantes na Região. Para PauloMendes os principais problemas dos imigrantes em território nacional ficam a dever-se a um “quadro legal de imigração burocrático, muito rígido, que não permite uma imigração de forma regular”. Na Região, dada a dimensão do arquipélago, esses problemas também se reflectem mas, “sem a mesma expressão do continente”. Mas o exemplo que pode ser tomado nos Açores vai, na opinião do presidente da AIPA, além da integração. E explica que “mesmo nas relações institucionais”, que foi possível manter com as autoridades regionais, o continente pode seguir osAçores. Os representantes da AIPA estiveram reunidos com CarlosCésar, para apresentar o documento saído do primeiro fórum nacional das estruturas representativas dos imigrantes, intitulado “Agenda Açores”, com algumas “recomendações e iniciativas” que deverão integrar a nova lei da imigração. Nomeadamente, que a nova lei promova uma imigração regular, que não tem acontecido ao nível nacional, e também resolver a questão das quotas impostas para imigrantes, “que não tem funcionado”. O responsável pela Associação de imigrantes salientou a importância de haver na nova lei que está em discussão pública, “uma voz açoriana positiva” em todo o processo. Neste sentido, o presidente do Governo Regional salientou que a Região deverá ser ouvida na elaboração da nova legislação, e que a intenção será “colaborar e intervir em alguns aspectos para a salvaguarda dos direitos dos imigrantes”. CarlosCésar ponderou aceitar a intenção daAIPA de associar os postos da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC) à questão da imigração, uma vez que o conceitoRIAC pretende integrar cada vez mais produtos e serviços. Paulo Mendes alertou para a necessidade de aproveitar a RIAC para “permitir que as pessoas que estejam à frente dessas estruturas, possam ser sensíveis e possam dar informações aos próprios imigrantes e aproveitando essas lojas, passar a mensagem que os imigrantes são cidadãos também dos Açores”. A importância dos imigrantes no desenvolvimento dos Açores foi ainda destacada por CarlosCésar, que afirmou que a Região “continua a necessitar” do apoio de pessoas que apesar de não serem naturais dosAçores, aqui residem. || Fonte: Açoriano Oriental cdias@acorianooriental.pt

Publicado: Quinta, 18 Maio, 2006

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