AIPA

“As pessoas estão a confundir a vítima com o agressor”

Leonor Anahory, presidente da Associação Seniores de S. Miguel, José Andrade, presidente da Região Açores da Associação Internacional de Lions Clubes, Luís Andrade, docente universitário, Paulo Mendes, presidente de Direção da AIPA e Suzete Frias, presidente das instituições Arrisca e Cresaçor palestraram, esta quinta-feira, no Centro Comercial Solmar, sobre o drama dos refugiados na Europa e o que a sociedade açoriana pode fazer, numa tertúlia moderada por Paulo Simões, diretor do jornal Açoriano Oriental, e promovida pela AIPA.

Nesta reunião, os oradores apresentaram medidas, através das quais as suas entidades poderão apoiar os Refugiados e deixaram no ar um desafio aos governantes, instituições públicas, privadas e a particulares: “quem estiver disponível para apoiar os refugiados, poderá começar já a apresentar as suas propostas de apoio”.

Leonor Anahory sugeriu, mesmo, que seja criada uma “plataforma regional de apoio aos refugiados”, onde diversas entidades e a sociedade civil poderão unir-se nesta causa.

O presidente da AIPA referiu, na sua intervenção, que “a longo prazo é fundamental fazer-se um trabalho estrutural de apoio” e alertou para a necessidade de se debater o tema nos Açores, de forma a envolver-se a sociedade.

Nas diversas intervenções, foram, ainda, discutidas as reações dos açorianos, manifestadas em espaços públicos e redes sociais, sobre o acolhimento dos refugiados na Região. Os oradores alertaram para a preocupação de certas posições com tendências racistas e xenófobas e pela falta informação fidedigna que estas pessoas têm.

Paulo Simões afirmou que o fundamental é a informação verdadeira. “O melhor que se pode fazer é a divulgação e sensibilização, junto da população açoriana, do que se está a passar”. Para, assim, se tentar eliminar o estigma de refugiado. “Devemos ajudar a desmistificar rótulos e preconceitos”.

Suzete Frias acrescentou que, nestas reações, se está a “confundir a vítima com o agressor. Estas pessoas fogem da guerra para salvar a sua vida”.

A tertúlia terminou com a participação do público. Dos participantes e curiosos que encheram o recinto da iniciativa, houve quem mostrasse a sua posição de acordo ou desacordo e quem deixasse a sua disponibilidade para acolher e ajudar refugiados. Houve, ainda, testemunhas de pessoas que já sentiram na sua pele o que muitos refugiados estão a passar: ter de fugir da guerra para não morrer.

Publicado: Sexta, 11 Setembro, 2015

Retroceder

Associe-se a nós AIPA

Agenda

Subscreva a nossa newsletter