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Programa de rádio é um dos projetos de promoção da comunidade cigana

Texto: Público | Foto: Direitos Reservados 

A criação de um programa de rádio e a promoção de tertúlias sobre cultura cigana em escolas são duas das acções incluídas nos 11 projectos de promoção das comunidades ciganas que receberam apoio financeiro do Alto Comissariado para as Migrações.

Os projectos financiados, com um valor total de 50 mil euros, são experimentais e terão uma duração não superior a nove meses. As associações que vão ser apoiadas são de vários pontos do país. A Beira Serra - Associação Promotora do Desenvolvimento Rural Integrado,  na Covilhã, recebeu apoio para a criação de um programa de rádio, já a associação Lifeshaker, na Caparica (em Almada) vai realizar uma campanha de fotografia e de vídeo e criar um website.

A Associação para o Desenvolvimento das Mulheres Ciganas Portuguesas, na Amora, vai avançar com acções de formação e tertúlias sobre cultura cigana nas escolas. A Terras Dentro - Associação para o Desenvolvimento Integrado, em Alcáçovas, também vai centrar-se no meio escolar, pretendo “trabalhar as competências na área artístico-musical de jovens em abandono escolar.”

Os projectos apoiados incluem também, por exemplo, acções de formação para que as comunidades ciganas ganhem competências que lhes permitam aprender a relacionar-se com os media, caso da Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura, ou o oposto, ou seja, dar formação aos profissionais dos media no combate à discriminação das comunidades ciganas é o que se propõe fazer a Maiêutica - Cooperativa de Ensino Superior CRL, na Maia. Já o Centro Social Cultural e Recreativo Abel Varzim, em Barcelos, pretende realizar acções de formação e sessões de debate sobre o papel da mulher na comunidade cigana. Os protocolos foram assinados dia 14 de Maio.

Em termos genéricos os projectos apoiados, no âmbito da Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas, visam a promoção do combate à discriminação e sensibilização da opinião pública, a formação sobre cidadania e o incentivo à participação das comunidades ciganas enquanto exercício de cidadania.

 

Um estudo de caracterização da comunidade cigana em Portugal, apresentado no início deste ano, deu conta de uma população jovem, pouco escolarizada, que tende a casar-se cedo (entre os 13 e os 15 anos). A gravidez adolescente já não é tão frequente. As mulheres têm agora o primeiro filho, em média, aos 19 anos. Na educação predomina o analfabetismo. Mais de metade nem sequer completou o primeiro ciclo do ensino básico.

Publicado: Sexta, 22 Maio, 2015

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