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Cursos de Língua Portuguesa para imigrantes facilitam integração na sociedade, afirma Paulo Teves

Texto: GaCS/DRCom | Foto: Direção Regional das Comunidades 

O  Diretor Regional das Comunidades defendeu, na Horta, a importância dos imigrantes aprenderem a língua que se fala nas sociedades que os acolhem, considerando que esse é um “fator determinante” para a sua plena integração nas comunidades onde se encontram radicados, mas também para a participação ativa no seu desenvolvimento.

“O Governo dos Açores, tendo em conta esta realidade, promoveu cursos de Português para os estrangeiros residentes em todas as ilhas do arquipélago”, frisou Paulo Teves, acrescentando que, nos sete cursos realizados em 2013 e 2014, nas ilhas do Faial, São Miguel, Terceira e Flores, participaram “mais de 120 imigrantes de 25 nacionalidades”.

Paulo Teves, que falava terça-feira na cerimónia de entrega de certificados aos formandos residentes na ilha do Faial que concluíram com aproveitamento o Curso de Língua Portuguesa neste ano letivo, anunciou que vão ser realizados mais três cursos, em 2015/2016, nas ilhas do Pico, Terceira e São Miguel, correspondendo, assim, à “necessidade sentida nestas ilhas pelos imigrantes e pelas organizações que desenvolvam a sua atividade junto deste público-alvo”.

Os três cursos, que terão início este ano, contam com a participação de 35 formandos, provenientes da Alemanha, Angola, Bélgica, Brasil, Cabo Verde, Canadá, China, Colômbia, EUA, França, Guiné, Itália, Marrocos, Nigéria, Polonia e Ucrânia.

“Estes cursos, ferramentas essenciais nos processos de inserção socioprofissional, correspondem, por um lado, à exigência de procedimentos legais e, por outro, fortalecem o relacionamento com a comunidade local”, afirmou Paulo Teves, salientando o “valor redobrado” que resulta de a cerimónia de entrega de certificados ter ocorrido na data em que se assinala o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura.

Esta capacitação com a certificação de conhecimento de Português do nível A2 de proficiência linguística permite aos imigrantes cumprirem com as exigências dos regimes para aquisição de nacionalidade portuguesa, concessão de autorização de residência permanente e estatuto de residência de longa duração, no que se refere ao requisito de prova de conhecimento da Língua Portuguesa.

“Este trabalho diário na concretização de respostas assertivas às necessidades dos imigrantes, tão semelhantes às dos milhares de Açorianos emigrados, desenvolvido não só pelo Governo, mas também por diversas instituições, como é o caso das que promoveram estes cursos, e pela população em geral, contribui para a valorização do diálogo e da interculturalidade na Região Autónoma dos Açores”, afirmou Paulo Teves.

Os cursos de Língua Portuguesa são promovidos pelo Governo dos Açores, através das direções regionais das Comunidades e da Educação, e destinam-se a cidadãos de nacionalidade estrangeira residentes no arquipélago.

No ano letivo 2014/2015, os cinco cursos que se realizaram foram desenvolvidos pela AIPA - Associação de Imigrantes nos Açores, nas ilhas Terceira e Faial, pela Cresaçor – Centro Comunitário de Apoio ao Imigrante, em São Miguel, e, na ilha das Flores, através da Câmara Municipal das Lajes das Flores.

Os próximos três cursos vão ser desenvolvidos pelo Centro Comunitário de Apoio ao Imigrante, em São Miguel, pela AIPA, na Terceira, e pela Santa Casa da Misericórdia de São Roque do Pico. 

Publicado: Quarta, 06 Maio, 2015

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