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Racismo, interculturalidade e diversidade são tema em telenovela portuguesa

Texto: MaisKizomba | Foto: Direitos Reservados 

A nova aposta da TVI para o horário nobre de televisão dá pelo nome de “Única Mulher”, uma novela que mesmo antes de começar, já despertou a atenção dos portugueses.

Com estreia no passado domingo, 15 de Março, “Única Mulher” é gravada em Portugal e Angola, tendo como enredo principal uma desavença entre duas famílias, devido a negócios nos dois países.

Nada de surpreendente, podemos dizer. Se percebermos melhor a história, podemos encontrar vários temas importantes e que merecem toda a atenção. Para além das paisagens magníficas, tanto de Angola como Portugal, podemos encontrar questões como o racismo, muito destacado entre os personagens; o chauvinismo – sentimento patriótico por parte de um país, que o leva a rejeitar as minorias e a perseguir estrangeiros; a guerra colonial e o seu impacto, para os que retornaram, mais tarde, de Angola para Portugal e se viram sem nada e os que, na guerra, perderam familiares e bens próprios.

Para além dos temas mencionados, a novela procura uma ligação entre as duas culturas, promovendo principalmente a música africana, em especial kizomba e semba, numa altura em que esta está mais que na moda em Portugal. O maior exemplo será o genérico da novela, uma canção do cantor angolano Anselmo Ralph, que também lhe dá nome – “Única Mulher”.

 

Com caras bem conhecidas da televisão, esta nova aposta demonstra a cada vez maior aproximação não só de Angola a Portugal, mas também de outros países africanos ao nosso, através da música, da gastronomia, das gentes, da língua. Um exemplo para desmistificar vários assuntos-tabu na nossa sociedade. Se é bem conseguido ou não, resta ver o que a novela nos traz.

Publicado: Quinta, 19 Maro, 2015

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