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Castelo Branco tem projeto de mediação intercultural

Texto/Foto: Reconquista 

Um projeto de Mediação Intercultural em Serviços Públicos - Geração Autarquias está a decorrer em Castelo Branco. Os objetivos passam por facilitar a relação e a comunicação entre os diferentes protagonistas da comunidade, sobretudo com os imigrantes que aqui residem e trabalham, como referem ao Reconquista as responsáveis pela implementação do mesmo neste concelho.

Isabel Ribeiro, Joana Henriques e Manuela Henriques realçam que "torna-se cada vez mais importante nos dias de hoje aumentar a participação de todos para fortalecer e desenvolver a comunidade em que estamos inseridos", ao mesmo tempo que importa "adequar as instituições e os serviços às caraterísticas da própria comunidade e às suas necessidades".

Unir culturas está na base desta ideia que partiu da tutela, mais precisamente da Direção Geral da Administração Interna, e que foi abraçada no concelho albicastrense pela própria Câmara Municipal e pela Associação Amato Lusitano.

"Contribuir para a coesão social, a melhoria da qualidade de vida e a convivência intercultural" é a meta a perseguir por este projeto. As três responsáveis que estão a trabalhar nele e que constituem a chamada equipa de mediação intercultural consideram fundamental que a sua intervenção "seja no sentido de funcionarmos como facilitadores no acesso aos serviços públicos e na integração dos imigrantes na vida social albicastrense".

A colaborar com este projeto desde há alguns meses tem estado uma cidadã ucraniana (Larysa de seu nome), empregada doméstica em Castelo Branco (enfermeira no seu país de origem). "Estou em Portugal, mais precisamente em Castelo Branco, há 10 anos, vim ter com o meu marido que já aqui reside há 14", refere ao Reconquista. Larysa lembra que "foi a necessidade de continuarem a participar no culto ortodoxo que motivou recentemente uma proximidade maior" entre os membros desta comunidade ucraniana.

Desde o início do ano já se realizaram em Castelo Branco três missas presididas por um padre ortodoxo de Coimbra. "Missas que são realizadas na Igreja de Santiago com a colaboração da Paróquia de S. Miguel da Sé", salienta a mesma cidadã. Larysa considera importante todo o trabalho que possa ser efetuado em prol de todas as comunidades imigrantes e da sua integração plena na sociedade portuguesa e, por essa razão, tem dado o seu contributo a este projeto.

Isabel Ribeiro, Joana Henriques e Manuela Henriques destacam, por seu lado, as diferentes vertentes que, na prática, se desenvolvem com esta iniciativa. Para além das já referidas, terá lugar já no próximo dia 24 uma ação de sensibilização dirigida a imigrantes que contará com a colaboração do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Junta de Freguesia, Cáritas e Associação da Carapalha, no auditório do IEFP; seguindo-se no dia 26 na Biblioteca Municipal uma outra ação de sensibilização para empresários sobre a contratação de imigrantes, em colaboração do IEFP, ACT e SEF, em parceria com a ACICB, a AEBB e o projeto Passaporte Global; e ainda outra iniciativa que terá lugar a 8 de abril na Biblioteca Municipal de Castelo Branco, uma ação de formação para profissionais dos serviços públicos sobre a Lei da Imigração.

Ainda no âmbito deste projeto realiza-se a 16 de abril uma ação de sensibilização sobre a importância na vacinação, em colaboração com a ULS e a 21 de maio será assinalado o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e Desenvolvimento.

Publicado: Quinta, 19 Maro, 2015

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