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Combate cerrado à Imigração Ilegal em Angola deve contar com apoio da população

Texto: ANGOP | Foto: Direitos Reservados 

O combate cerrado à imigração ilegal em Angola, em particular na província de Cabinda, deve contar com a participação activa da população, afirmou esta segunda-feira, o delegado do Ministério do Interior, Comissário Eusébio Domingos de Almeida e Costa.

O  responsável fez este pronunciamento ao discursar na sessão de abertura da conferência  provincial sobre imigração ilegal que decorre nesta cidade,  sob  lema “ O cidadão e  o combate a imigração ilegal”, numa iniciativa da Delegação do Minint.

Eusébio e Costa afirmou que a imigração ilegal é um fenómeno que existe no mundo há muitos anos tendo em conta os movimentos migratórios, o qual poderá ter consequências  negativas para o  país de destino tanto do ponto de vista económico como social.

 Na óptica do igualmente comandante provincial da Polícia Nacional em Cabinda, muitos imigrantes ilegais vêm Angola como o país privilegiado para a materialização dos seus objectivos, muitos dos quais prejudiciais para a economia nacional.

 O comissário frisou que o combate cerrado a imigração ilegal para ser feita pelo estado deve contar com a participação activa dos cidadãos, bem como dos representantes das comunidades estrangeiras ao nível da província.

Indicou que dos crimes mais praticados na província de Cabinda, concretamente os mais violentos são praticados por estrangeiros ilegais.

" Nós nos nossos serviços prisionais temos mais de 50 porcento de indivíduos estrangeiros em situação ilegal no cometimento de homicídios, furtos, roubos qualificados”, anunciou avançando que o cidadão que aluga uma casa ao estrangeiro ilegal está a cometer um crime de auxílio a imigração ilegal.

Realçou que os cidadãos que se deslocam a Angola de forma legal têm o mesmo tratamento que o cidadão angolano sobretudo na defesa dos seus interesses pessoais, assim como na sua integridade física dentro dos parâmetros das leis internacionais e no respeito dos direitos humanos.

Sublinhou que no mercado de São Pedro, arredores da cidade de Cabinda,  e em alguns bairros periféricos circula um número alto de estrangeiros ilegais. No ano de 2014, foram expulsos mais de 20 mil estrangeiros, da província de Cabinda contra 13 mil do ano de 2013.

 

A abertura da conferência foi testemunhado pela governadora de Cabinda, Matilde da Lomba Catembo, e participam na mesma  especialistas dos SME, membros da policia nacional e da delegação do Minint, autoridades tradicionais, coordenadores de bairros e administradores municipais.

Publicado: Tera, 17 Maro, 2015

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