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Polícia angolana regista mais de três mil delitos ao longo da fronteira

Texto: ANGOP | Foto: Direitos Reservados 

A Polícia de Guarda Fronteira registou, no exercito de 2014, três mil e 326 delitos criminais ao longo das fronteiras nacionais e, em consequência, foram detidos 13 mil 567 cidadãos de varias nacionalidades.

A informação foi prestada à Angop, pelo chefe Gabinete de Estudos, Informação e Análise deste órgão, superintendente chefe José Mingas, à margem do Conselho Consultivo Alargado da Polícia de Guarda Fronteiras, encerrado hoje, em Luanda.

O encontro foi presidido pelo comissário chefe António Pedro Candela.

O oficial explicou que dos delitos constam 2.695 de imigração ilegal, 191 de estadia ilegal, 60 de auxilio à imigração ilegal, 25 de contrabando de viaturas, 51 de contrabando de combustível, 10 de liamba, três de armas, um de munições, 74 de fuga ao fisco, 31 de garimpo artesanal de diamantes, 39 de devastação da flora, 10 de caça e 22 de pesca ilegal.

Segundo a fonte, dos detidos constam 12 mil e 39 cidadãos da RD Congo, 280 namibianos, 137 zambianos, 149 da Guiné Concry, 90 malianos, 164 do Congo Brazaville, 32 ivorienses, oito gambianos, 39 burquinabes, igual número de cidadãos da Guiné Bissau, quatro liberianos, 34 cidades da Mauritânia, seis chineses, 52 senegaleses, três moçambicanos, sete quenianos, um libanês e 39 vietnamitas.

Informou, por outro lado, que no domínio operativo, as acções da Polícia de Guarda Fronteira em 2014 incidiram na correcção do dispositivo ao longo das fronteiras, com a instalação de mais postos ao longo da orla marítima e a manobra de outros para áreas ou pontos vantajosos.

Isto permitiu melhorar a capacidade de actuação das forcas, sobretudo no combate aos principais delitos transfronteiriços, tais como a imigração ilegal, garimpo artesanal de diamantes, caça e pesca ilegal, contrabando de combustíveis, droga e viaturas.

Já em relação às infra-estruturas, declarou que o órgão continua a dar passos significativos, com o início da construção de unidades, subunidades e postos de guarda fronteiras, em Luanda, Bengo, Cabinda, Zaire, Lundas Sul e Norte, Cuando Cubango.

Para este ano, notou que vão continuar com a formação e capacitação dos efectivos, a todos os níveis, bem como a instalação de mais postos de guarda fronteiras e aumentar a capacidade dos postos existentes com homens e meios técnicos.

A par disso, a Polícia de Guarda Fronteira propõe-se a melhorar a sua actuação ao longo da costa marítima, com o emprego de meios técnicos e tecnológicos, sobretudo na direcção principal dos imigrantes e de desembarque, nomeadamente a primeira, segunda e16 unidades e a subunidade independente do Bengo.

O Conselho analisou a situação operativa da fronteira referente ao ano de 2014 e perspectivou acções no sentido de garantir a inviolabilidade das fronteiras nacionais.

A reunião analisou todas as actividades desenvolvidas em 2014 e a situação delituosa, tendo sido caracterizada de preocupante, sobretudo no sector da fronteira Norte e Nordeste, bem como na Costa Marítima, pelo facto de serem os sectores onde os delitos consubstanciados na imigração ilegal, contrabando de combustível, trafico de moeda e garimpo artesanal de diamantes.

O Conselho constatou também com preocupação o aumento de violadores de fronteira do sexo feminino detidos e acompanhados com menores de idade.

 

Participaram no encontro responsáveis dos órgãos centrais e comandantes das unidades provinciais da Polícia de Guarda Fronteira (PGF).

Publicado: Quinta, 12 Maro, 2015

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