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Integração da população imigrante prioritária

A secretária regional Adjunta da Presidência disse sábado à noite, em Ponta Delgada, que o executivo açoriano tem "demonstrado um grande empenho e atenção à problemática da imigração nas ilhas". Discursando na cerimónia de entrega da menção honrosa relativa ao Prémio “Djuta Ben David – Jornalismo pela Integração”, efectuada por ocasião do jantar comemorativo do 1º aniversário da Associação de Imigrantes dos Açores (AIPA), Cláudia Cardoso sublinhou que o Governo Regional, ao perceber a dimensão da presença de imigrantes no arquipélago, resolveu criar uma Secretaria Regional com competências nessa área. Recordou, também, a constituição, em 2002, de um Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração e o trabalho que o executivo de Carlos César tem vindo a desenvolver, isoladamente ou em parceria, em prol da integração dos imigrantes na sociedade açoriana. A esse respeito, salientou o lançamento na Região Autónoma de uma linha verde de atendimento ao cidadão imigrante que, segundo afirmou, já recebeu mais de uma centena de contactos. Referiu, igualmente, o lançamento, em 2003, do “Guia do Imigrante” e do programa “O Mundo Aqui”, além de outras iniciativas de combate ao racismo. Relevou o "papel positivo e activo do Governo" na integração dos imigrantes nos Açores e sustentou que o executivo regional vê na AIPA um "parceiro relevante, mas não pactua com o entendimento de que deva ser o sustentáculo de associações". Para Cláudia Cardoso, o Governo Regional "não é patrocinador nem um financiador de movimentos associativos". O seu papel, adiantou, "é o de contribuir para, em parceria, desenvolver acções destinadas à integração dos imigrantes". Nesta matéria, que admitiu ser prioritária, defendeu o desenvolvimento de um trabalho partilhado pelo Governo, autarquias, associações, organismos e forças vivas da comunidade. A secretária regional Adjunta da Presidência revelou que actualmente apenas existe um Centro Local de Apoio ao Imigrante (CLAI) nos Açores e que a escolha da sua abertura em São Miguel, sendo embora a ilha com maior número de habitantes, mas não em termos de população imigrante, competiu somente ao Governo da República que já recusou o pedido para a abertura de mais dois centros na Terceira e no Faial, respectivamente. "Se há dívidas a saldar elas devem sê-lo com quem tem responsabilidades nesta matéria e não é seguramente o Governo Regional", acrescentou. Cláudia Cardoso declarou, ainda, que qualquer associação "deve procurar formas alternativas de financiamento e caminhar pelos seus próprios pés". Fonte: Jornal " A Uniao"

Publicado: Segunda, 24 Maio, 2004

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