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“Estar de coração aberto”

Claudine Lourenço, de 42 anos, natural de Minas Gerais - Brasil, é uma mulher otimista, empreendedora, apaixonada pela vida e pela sua condição de mulher. Licenciada em Marketing e professora da mesma disciplina na universidade brasileira, a necessidade de progredir academicamente a trouxe até Lisboa, mas foi o coração que a guiou até aos Açores. Reside, desde dezembro de 2009, em Angra do Heroísmo, onde criou o seu próprio negócio. É proprietária de uma loja, colaboradora no jornal Diário Insular, tem um programa na Rádio Clube de Angra e na AzoresTV e espera que estes projetos floresçam ainda mais - “peço a Deus que me conceda a oportunidade de contribuir de alguma com os imigrantes e a própria região que me acolheu” Em conversa com ela, confessou-nos que se apaixonou pelos Açores desde o primeiro dia que tocou nestas ilhas: “Amo o mar, mesmo de inverno, gosto de touradas, da culinária e me emociono cada vez que recebo a coroa do Espírito Santo na minha casa”. Questionada sobre o seu processo de integração, referiu que, apesar do abraço caloroso da família do marido, não foi fácil; sentiu dificuldades de adaptação, associadas a um certo preconceito. Mas, a este respeito, acrescentou que este processo pode ser grandemente facilitado quando se aceita a mudança, quando se tenta entender e respeitar a cultura local. Aponta como estratégias facilitadoras da integração “ser curioso, estudar um pouco a história local, visitar monumentos, aproveitar para descobrir novos valores e resignar de alguns antigos. Estar de coração aberto e acreditar que tudo vai correr bem”. Depois de uma breve pousa acrescentou: “A mudança de país fez me uma pessoa mais inteligente, menos apegada as minhas raízes, passei a entender que a diversidade é o maior bem que o Planeta terra tem. Percebi que o ser humano é o mesmo em todos os lugares, o que muda é a forma em que a cultura nos molda”.

Publicado: Tera, 30 Julho, 2013

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