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Estudante inquieto com contas por pagar e sem a ajuda prometida pelo governo

Os atrasos no pagamento das bolsas de estudo a estudantes que se encontrem fora do país, por parte do Governo Provincial de Cabinda, já se arrasta há algum tempo e está a afectar estudantes da Universidade dos Açores. Um estudante do terceiro ano do curso de matemática/informática, natural daquela província angolana, diz estar sem receber a bolsa há quase dois anos e está “com a vida toda condicionada”, uma vez que tem a renovação do visto de permanência em Portugal em risco. O estudante confirma que o atraso de cerca de dois anos no pagamento da bolsa, condicionou já o pagamento das propinas da Universidade e como tal não pode obter o comprovativo de matrícula, documento essencial para a renovação do visto de permanência. Com a atribuição por parte do governo, de uma bolsa de 750 dólares mensais (perto de 700 euros), mas sem hipótese de receber o dinheiro prometido, Gervásio Gonga, diz que a “situação é muito difícil”. Dos quatro estudantes de Cabinda, que frequentam a Universidade dosAçores, GervásioGonga é o único que deixou de receber o complemento de bolsa por parte do governo. Em situação semelhante estão outros colegas nas Universidades de Évora e deLisboa. O estudante diz que as dívidas começam a acumular-se e apesar da “tentativa de gestão”, a situação complica-se de dia para dia. O estudante do terceiro ano de matemática/informática, já tentou contactar a direcção provincial de educação, mas até agora ainda não recebeu qualquer resposta, bem como os colegas que no continente se encontram na mesma situação. Além disso, a Universidade dosAçores já endereçou uma missiva ao governo de Cabinda, não obtendo também qualquer resposta. Gervásio Gonga apenas quer “uma explicação”, até porque há cerca de dez meses esteve nos Açores, em Évora e em Lisboa, uma Comissão do Governo Provincial de Cabinda para auscultar os estudantes daquela província angolana relativamente ao pagamento de bolsas de estudo. Na altura, já se verificavam atrasos no pagamento das bolsas e a comissão, formada pelo vice-governador provincial para a área social, JoãoMesquita, pelo director provincial de educação, Chissina Mabiala, pelo director do gabinete do plano, BonifácioEspírito Santo, e por um responsável pela área jurídica do GovernoProvincial de Cabinda, nos contactos que manteve com os estudantes que se encontravam nesta situação, deu a garantia que “mal chegassem emCabinda” iriam regularizar os pagamentos. Mas, como adianta GervásioGonga, “até agora nada foi feito e nem foi dada nenhuma explicação”. O AçorianoOriental tentou contactar várias vezes a direcção provincial de educação de Cabinda, mas sem sucesso. Fonte: Carla Dias -Açoriano Oriental cdias@acorianooriental.pt

Publicado: Segunda, 09 Janeiro, 2006

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