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Há poucos imigrantes a estudar

Menos de cinco por cento dos imigrantes ou filhos de imigrantes nascidos em Portugal frequentam a escola, valores que colocam o país na vigésima posição num estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) que avalia 36 países, informa a Lusa.
Os números nacionais indicam, no entanto, um aumento desta percentagem na última década, uma tendência comum à maior parte dos países membros da organização.
A OCDE estima que, em média, o número de imigrantes a estudar aumentou dois por cento entre 2000 e 2009 - 13 países têm mais de cinco por cento a estudar -, mas regista que o seu desempenho é geralmente pior que o dos estudantes nativos.
Em alguns países, como Austrália, Bélgica, Canadá ou Alemanha, a discrepância de resultados tem vindo a ser reduzida.
No caso da Austrália e Canadá, os resultados dos alunos imigrantes são até iguais ou melhores que os dos nativos, prova de que se trata de sistemas escolares «que conseguem minimizar as diferenças de desempenho».
Quando os resultados dos imigrantes são piores, a explicação para muitas situações está no facto de terem um passado de «desvantagem sócio-económica».
«Na generalidade dos países da OCDE, os pais destes alunos têm menos habilitações académicas e laborais. Além disso, estes alunos costumam ter acesso a menos recursos educativos e materiais do que os seus pares nascidos nos países de destino», regista a OCDE.
A lista de países com mais estudantes imigrantes é liderada por Hong Kong/China, Liechtenstein e Nova Zelândia. Nos lugares inferiores estão Polónia, Indonésia e Japão.
Irlanda, Nova Zelândia, Espanha, Estados Unidos, Federação Russa e Liechtenstein estão entre os países onde se registaram maiores aumentos no número de imigrantes a estudar.

Tvi 24, 15 de Dezembro de 2011.

Publicado: Sexta, 16 Dezembro, 2011

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