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Imigrantes pedem voto

Organizações de imigrantes na Espanha, num total de 20, iniciaram ontem uma campanha para reivindicar o direito de escolher os representantes políticos no país onde vivem, sob o lema “Aqui vivo, aqui voto”. Organizações como a Federação Estatal de Associações de Imigrantes e Refugiados na Espanha (Ferine), Acnur - Las Segovias, SOS Racismo, Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH) e os Ecologistas em Acção assinaram um manifesto no qual convidam outras associações a defender a iniciativa. Estes grupos reivindicam o direito ao voto para todos os imigrantes que residam na Espanha, cerca de 2,4 milhões, e exigem a reforma da Constituição e da Lei de Estrangeiros, entre outras leis. O manifesto critica o uso partidário da imigração na campanha eleitoral e “a utilização da xenofobia para tirar lucro eleitoral por parte de diferentes partidos políticos”. “O corte nos serviços públicos afecta em maior medida a população imigrante, esquecendo-se de que nos anos do 'milagre económico' foram os imigrantes que contribuíram para a criação da riqueza”, acrescenta o manifesto. Na apresentação da campanha, a ser divulgada em conferências nas associações, o representante da Ferine, Gilberto Torres, afirmou que “não foram os imigrantes que causaram a crise”. A Espanha realiza eleições gerais no dia 20 deste mês. As pesquisas apontam como favorito o Partido Popular (PP). Nas últimas eleições municipais realizadas em 22 de Maio, imigrantes equatorianos, colombianos e peruanos residentes no país estrearam como eleitores, após acordos de reciprocidade realizados pelo governo espanhol. Mais de 473 mil estrangeiros de 36 países, entre eles Equador, Colômbia, Peru, Bolívia, Chile e Paraguai puderam votar nestas eleições.

Jornal de Angola, 4 de novembro de 2011.

Publicado: Tera, 08 Novembro, 2011

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