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Guiné - Bissau: 37 anos após a independência o país precisa de encontrar o seu caminho

No dia 24 de Setembro de 1973, Guiné-Bissau proclamou unilateralmente a sua independência, após ter sido uma colónia de Portugal desde o século XV. Apesar da independência ter sido imediatamente reconhecida no palco internacional, Portugal só a declarou a 10 de Setembro de 1974. Passados 37 anos, após a independência de Guiné-Bissau, o país de Amílcar Cabral e de tantos outros homens de referência no contexto africano não conseguiu encontrar um rumo de desenvolvimento e de bem-estar da sua população. Em termos geográficos, o país tem uma área de mais de 36 mil km², sendo que a norte tem fronteira com o Senegal, cuja relação foi, em tempos, muito tensa. Para além do espaço continental, o país integra ainda o arquipélago dos Bijagós, formado por perto de 40 ilhas. Quando olhamos para Guiné-Bissau e, em particular, através da comunicação social, ficamos a convicção reforçada que a instabilidade política tem sido um dos aspectos mais marcantes e determinantes da situação caótica em que o país se encontra, contrariando com as suas próprias potencialidades. O exemplo mais recente que temos desta instabilidade e, em última instância, da existência de um Estado falhado, foi o assassinato do então Presidente da República, João Bernardo Vieira. Passados 2 anos, está ainda por esclarecer os contornos deste bárbaro assassinato e os respectivos culpados. De facto, a transição para a democracia tem encontrado obstáculos na debilidade da estrutura económica, pela guerra civil e pela própria instabilidade política que convergiu na real possibilidade de Guiné-Bissau se transformar num entreposto do narcotráfico internacional. Em termos económicos e, não obstante da debilidade do sector produtivo, Guiné-bissau apresenta uma enorme potencial, nomeadamente, no sector agrícola que representa cerca de 62% do PIB. O país é um grande exportador de madeiras e caju, sendo que neste último, Guiné-Bissau assume o sexto lugar na produção mundial. O turismo tem sido apontado como um sectores estratégicos de desenvolvimento do país, mas as sucessivas instabilidades políticas não tem proporcionado condições efectivas para a afirmação deste sector que reúne, pelo menos, na vertente de condições naturais, condições excepcionais. A nossa convicção é que, pode demorar o seu tempo, mas Guiné-Bissau irá encontrar o seu caminho e saberá criar as condições para que os guineenses possam ter uma legítima e necessárias melhores condições de vida. Mas, também, é um país que merece ser descoberto de duas formas. Pelas suas gentes e paisagens naturais de cortar a respiração; mas também pelas suas potencialidades económicas. Face ao quadro económico precário de Portugal e dos Açores, vale a pena que os agentes económicos possam estar atentos a oportunidades de negócio em Guiné-Bissau. O país haverá de encontrar o seu rumo.

Dados

Capital : Bissau

População : 1 080 000

Área : 36 544 km²

PIB per capita : $ 485

Esperança Média de Vida: 46, 4 anos

Índice de Desenvolvimento Humanos: 164º

Moeda : Franco CFA da Costa Ocidental

Hino Nacional : Esta é a nossa pátria amada

Fonte: Embaixada de Guiné-Bissau em Lisboa

Rumos Cruzados, 6 de outubro de 2011.

Publicado: Sexta, 07 Outubro, 2011

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