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APAV apresenta a UAVMD

A APAV Açores, com o apoio da AIPA, realizou no passado dia 30 de Agosto, nas suas instalações, uma ação de sensibilização/informação com o intuito de apresentar e divulgar a UAVMD – Unidade de Apoio à Vitima Migrante e de Discriminação dos Açores. A sessão, apresentada pela Dr.ª Joana Ruivo, gestora da UAVIDRE - Unidade de Apoio à Vítima Imigrante e de Discriminação Racial ou Étnica de Lisboa, contou com a participação de cerca de 15 imigrantes.

Em entrevista para os Rumos Cruzados, Joana Ruivo deu-nos uma breve visão de como e porque surgiu uma unidade de apoio à vítima imigrante. “A dada altura, na APAV sentimos a necessidade de especializar o apoio às vítimas imigrantes, devido a uma série de factores associados à imigração, que vão da cultura à regularização de documentação”, explicou. Neste sentido e mediante um protocolo que a APAV celebrou com o ACIDI foi criada, em 2005, a primeira unidade de apoio à vítima imigrante, em Lisboa. Posteriormente, desenvolveram-se mais dois gabinetes um em Vila Real e outro nos Açores, em 2009.

Sobre os apoios que os imigrantes podem ter nestas unidades, Joana Ruivo responde que “são basicamente os mesmos que têm os outros gabinetes da APAV.” O apoio jurídico que dá à vítima informação acerca dos seus direitos e conselhos para a melhor forma de os exercer. “No caso da discriminação, os nossos juristas podem ajudar as vítimas com um acompanhamento mais personalizado”, acrescentou. A APAV dispõe também de psicólogos para o apoio psicológico e emocional. A nível social, tudo aquilo que os gabinetes da APAV não conseguem prestar, esta organização articula com outras entidades que possam dispensar este apoio social.

Em relação ao gabinete dos Açores, a gestora da UAVMD, Dr.ª Sílvia Branco, explicou-nos que esta ação, que incidiu sobre a temática da discriminação, foi promovida numa lógica preventiva de sensibilizar a população imigrante para os tipos de crime de que ela poderá ser alvo. Por outro lado, “sentimos necessidade de divulgar mais a unidade uma vez que o público-alvo desconhece que a mesma existe e neste sentido não consegue pedir ajuda à nossa instituição”, referiu. Depois desta sessão de divulgação da Unidade de Apoio à Vítima Migrante e de Discriminação dos Açores fica a esperança de que os imigrantes fiquem mais sensibilizados para eventuais situações de crime e que passem a palavra a outras pessoas.

Rumos Cruzados, 8 de setembro de 2011.

Publicado: Sexta, 09 Setembro, 2011

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