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Rússia conclui projecto para Polícia Económica

As autoridades russas têm concluído um projecto, feito a pedido do Executivo, para formar e equipar, com meios técnicos, a Polícia de Guarda Fronteira (PGF) angolana, com o objectivo de estancar a imigração ilegal. A revelação foi feita, ontem, à Angop, pelo embaixador russo, que descreveu as iniciativas bilaterais para restabelecer, de “forma progressiva”, o nível de cooperação que existia antes do desmembramento da União da Soviética. Serguey Nenachev disse que o Governo do seu país concebeu um plano para preparar quadros e fornecer e instalar infra-estruturas técnicas para a protecção das fronteiras angolanas. “O plano já está preparado, aguardamos que as autoridades angolanas nos digam se precisa de alterações”, afirmou. O projecto, referiu, foi preparado em cooperação com peritos angolanos do Ministério do Interior e, “se for aprovado”, deve ser executado em cinco anos. O ministro angolano do Interior denunciou, em Outubro, a existência de redes criminosas a actuarem, a partir do exterior, na facilitação da entrada ilegal de estrangeiros no país. Sebastião Martins referiu, então, que Angola gastava, anualmente, cerca de dez milhões de dólares em acções relacionadas com a imigração ilegal, designadamente alimentação, alojamento, trânsito e transporte. O comandante-geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, afirmou, em Abril, em Cabinda, ser preocupante a proporção que a imigração ilegal atingiu no país, em particular naquela província. O diplomata Serguey Nenachev revelou que o projecto russo para a protecção das fronteiras angolanas contempla, entre outros meios, aviões não tripulados, que vão permitir detectar infiltrações clandestinas de estrangeiros. O fenómeno de imigração, referiu, tem reflexos negativos sobre a economia dos países, sobretudo porque favorece o tráfico de drogas e de seres humanos e a aculturação, que incentiva à divisão entre as populações. O embaixador Serguey Nenachev declarou que as relações entre os dois países tiveram um decréscimo “devido aos graves problemas de carácter social e económico na Rússia”, como consequência do desmembramento da União Soviética. A partir de 2000, referiu, “graças à vontade política de ambas as partes”, as relações desenvolvem-se progressivamente, impulsionadas pela troca de visitas entre as autoridades dos dois países.

Jornal de Angola, 25 de Maio de 2011.

Publicado: Segunda, 23 Maio, 2011

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