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Portugal mantém 2.º lugar na integração de imigrantes com melhoria em todos os indicadores

Foram hoje anunciados em Bruxelas os resultados da terceira edição do Índex de Políticas de Integração de Migrantes (MIPEX III), um dos mais importantes estudos comparativos internacionais de avaliação das políticas de integração de imigrantes. Este Relatório, liderado pelo British Council e pelo Migration Policy Group, contando com a colaboração de numerosos peritos e instituições independentes, analisa 31 países da Europa e da América do Norte (mais 3 do que MIPEX II, de 2007), considerando exaustivamente 148 indicadores. Neste exigente ranking internacional das melhores políticas de integração de imigrantes, Portugal mantém o 2.º lugar e vê a sua pontuação consideravelmente reforçada, aproximando-se assim da Suécia, que continua a ocupar o primeiro lugar. Portugal é mesmo o país do top ten cuja pontuação mais progride desde a última avaliação. Para esta classificação, foi particularmente relevante o 1.º lugar atribuído a Portugal no ranking do acesso à nacionalidade (com a Lei da Nacionalidade portuguesa a ser assim considerada como a melhor do mundo desenvolvido) e também o 1.º lugar atribuído ao nosso País nas políticas de reagrupamento familiar (na sequência da Lei de Estrangeiros, de 2007). Aliás, em todos os parâmetros de análise considerados, Portugal obteve uma avaliação francamente positiva e posições de grande destaque no ranking: 2.º na integração dos imigrantes no mercado de trabalho; 4.º no acesso dos imigrantes à educação; 4.º no acesso a autorizações de residência permanentes; 5.º nas políticas antidiscriminação e 7.º na participação política dos imigrantes. O Relatório refere positivamente os Planos para a Integração de Imigrantes de 2007-2009 e de 2010-2013; a Lei de Estrangeiros, de 2007; os programas para reforçar a inserção dos imigrantes no mercado de trabalho e o reforço do Programa Escolhas, agora na sua 4.ª Geração. Por outro lado, o MIPEX destaca ainda o facto de Portugal, contrariando uma tendência que se acentuou na Europa com a emergência da crise internacional, ter permanecido atento às políticas de integração e à salvaguarda dos direitos dos imigrantes, mantendo um consenso social alargado em torno do seu contributo positivo para o desenvolvimento do País e uma atitude favorável ao diálogo intercultural. De recordar que na primeira edição do MIPEX, em 2005, Portugal estava em 4.º lugar entre os apenas 15 países analisados, subindo em 2007 para o 2.º lugar entre 28 países, posição que mantém e reforça agora, em 2011, entre 31 países.

 

Publicado: Segunda, 28 Fevereiro, 2011

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